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A Prefeitura e o Ministério Público fizeram um acordo para viabilizar a abertura da Avenida Paulista para ciclistas e pedestres aos domingos. Os promotores sugeriram que a medida seja estendida para vias da periferia e que o tema seja discutido com a população em audiências públicas.


O secretário municipal dos Negócios Jurídicos, Robinson Barreirinhas, e o procurador-geral do Município, Antonio Carlos Cintra do Amaral Filho, se reuniram nesta sexta-feira (4) com os promotores Camila Mansour Magalhães da Silveira e Mário Augusto Vicente Malaquias, da Habitação.

Os representantes do Ministério Público e da Prefeitura concordaram com a realização de audiências públicas, com ampla divulgação prévia, para discutir a abertura não apenas da Paulista, mas também de outras ruas e avenidas em toda a cidade, especialmente na periferia.

A Prefeitura apresentará à Promotoria dados e informações sobre todas essas vias. Serão incluídos os estudos viários mostrando as alternativas para o tráfego de veículos no entorno da Paulista e em toda a região da avenida. Constará no material, assinado por engenheiros com ART (Ata de Responsabilidade Técnica), as opções de acesso a todos os hospitais das imediações, incluindo o Hospital das Clínicas.

O prefeito Fernando Haddad vai sugerir à Promotoria que a audiência pública sobre a Paulista seja realizada no vão livre do Masp. Serão marcados eventos semelhantes em todas as Subprefeituras, para discutir a abertura das vias locais.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.


A cidade de São Paulo será tomada por uma onda de cultura e lazer em setembro. Chega à sua nona edição o Mês da Cultura Independente (MCI), projeto promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo que espalha diversas atrações culturais por toda a cidade. E é claro que todos os eventos têm entradaCatraca Livre.

O público pode aproveitar shows nacionais e internacionais, mostras de cinema, intervenções, cursos, debates e oficinas que serão realizados em vários pontos da capital, promovendo uma ampla ocupação do espaço público. Todas as atrações têm em comum sua realização de forma independente.O grande destaque desta edição é o músico Lee Ranaldo, ex-guitarrista da banda norte-americana de pós-punk Sonic Youth, que se apresenta no Largo da Batata, dia 26, às 19h. A abertura do show fica por conta do grupo nordestino Cidadão Instigado.

Bem como na edição passada, o centro histórico de Sampa vai se transformar em palco para coletivos atuantes em diversos segmentos no projeto "SP na Rua". Das 22h do dia 5 (sábado), às 6h do dia 6 (domingo), várias pistas de dança ao ar livre, além de palestras, instalações e intervenções artísticas tomam as ruas São Bento, Álvares Penteado e XV de Novembro.

Uma novidade desta edição é o "Música nas Alturas", projeto que leva uma série de concertos de jazz e improvisação instrumental para o terraço no topo do Edifício Martinelli, na região central.

Outro destaque do MCI é o "100% Favela", uma tradicional festa do rap que acontece no Capão Redondo dia 5, às 15h, com shows de Mano Brown, Ferréz, Facção Central, Negredo, Rincon Sapiência, Detentos do Rap, Rosana Bronks, Yzalú, entre outros convidados.

Aos que não sentem medo de nada, há ainda o "Cinetério", uma maratona de cinema exibida no Cemitério da Consolação, dia 12, a partir das 22h.

A programação no site oficial do MCI: http://www.culturaindependente.org/

Fonte: Catraca Livre.
 


Diversos grupos, principalmente aqueles que usam a palavra como expressão: poetas, rappers, cordelistas, teatro e coral preencheram o fim-de-semana, tarde e noite de São Mateus (zona leste de São Paulo).

Moradores e visitantes interessados e participativos nas diversas atividades que reverberavam a vida cotidiana da galera da quebrada através da arte.

Demandas do Coletivo Sarau Maria Sem-Vergonha cobraram o direito das mulheres de serem o que quiserem na opção sexual, no vestuário e na atitude.

 

Poetas da vizinhança recitavam suas pequenas poesias avaliadas por um júri que mostrava o voto em uma lousa.

Cordelistas homenagearam a escritora Carolina de Jesus, autora do livro “Quarto de Despejo” e “Diário de Uma Favelada”.
 

A Cia Mala Caixeta de Teatro Surpresa, envolvida na criação de espetáculos/intervenções contemporâneas do teatro de objetos e teatro em miniatura, levou três pequenas instalações, semelhantes às máquinas fotográficas dos antigos fotógrafos lambe-lambe. O narrador, sob um pano preto cobrindo cabeça e ombros, manipulava o micro-cenário inspirado no livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos. A apresentação — individual — durava 3 minutos.

Na sala de múltiplos usos no piso superior da comunidade São Mateus em Movimento — fundada em 2008 — , o coral usava sons corporais na interpretação de músicas da idade média, gospel e criações contemporâneas, como o Canto de Osanha.

O Coletivo de Galochas, “um grupo de guerrilha teatral que apoia diferentes movimentos sociais, com foco em ocupações de moradia”, na definição de Antonio Herci, um dos criadores do coletivo, levou a “Revolução das Galochas”. A obra debate o consumo, o trabalho e o controle. Em onze pequenos atos contra o capitalismo, criticaram o jugo escravista do esquema, a violência do estado contra os negros e a autoridade caricata e cruel dos policiais.

 

 

A quebrada está ligada!

Texto e fotos de Juvenal Pereira, especial para os Jornalistas Livres.

 


O argumento dos defensores da ideia às autoridades públicas que ainda discutiam se São Paulo deveria ou não ter um Clube do Choro foi indefensável. Afinal, como fica o berço de Garoto? Como se orgulhar de Izaías e Seus Chorões se sua terra não lhe dá uma casa? Clubes de choro são instituições reverenciadas de São Luis do Maranhão ao Japão, passando por Brasília, Madri, Rio de Janeiro, Santos, Paris e Israel. São Paulo ganhou o seu.
 
O Clube do Choro paulistano abre suas portas na época que tem sido chamada pelos mais otimistas da espécie como “o ano do choro”. A Virada Cultural de junho já havia dado sinais de uma erupção criativa arrebatadora. Pela primeira vez, o gênero teve um palco no evento, uma roda na Praça do Patriarca na qual tocaram por 24 horas e de forma ininterrupta 132 músicos com atuação em São Paulo. 
 
O Clube já está com suas portas abertas no Teatro Municipal Arthur Azevedo, na Mooca. O prefeito Fernando Haddad, que tem dialogado de forma discreta e sistemática com coletivos de músicos pela cidade, cedeu o espaço e deixou a gestão nas mãos dos próprios contemplados. Uma comissão executiva de cinco integrantes promete uma administração democrática. “Essa comissão terá mandato até o final do ano. Vamos pensar nas atividades e deixar o esqueleto pronto”, diz Yves Finzetto, percussionista, um dos integrantes da comissão.
 
O pulo do gato pode estar na forma da condução do projeto. Para evitar que o espaço caia nas mãos de um único grupo de músicos e que a roda gire apenas para os amigos dos amigos do tal grupo, será eleita uma curadoria provisória que definirá a programação referente a apenas um mês, antes de ser dissolvida para que novos curadores assumam. “Vamos trabalhar também com educação, em parceria com escolas públicas da região”, diz. 
 
O teatro não é uma casa exclusiva. O choro terá sua vez em horários nobres, nos primeiros finais de semana de cada mês. As rodas vão acontecer todos os sábados, das 18h às 20h. 
 
Centro de estudos Criados aos pés de Luizinho Sete Cordas, um dos principais nomes do violão de sete de São Paulo, descendente direto do obrigatório Dino Sete Cordas, dois chorões alinhados nas fileiras de uma linguagem mais tradicional, os violonistas Euclides Marques e Zé Garcez, uniram forças e espólios para construírem o que está se tornando o primeiro centro de estudos de choro e música brasileira (que eles chamam também de música acústica) em São Paulo. O Espaço Uirapuru, na Vila Mariana, é outro sinal de uma colheita ambiguamente próspera. 
 
Ele funciona no andar térreo de um sobrado em que Euclides vive com a família, em uma rua calma e sem saída da zona Sul. Algumas preocupações levaram ele e Garcez a investirem no empreendimento. “Vamos trabalhar com três públicos: aquele que quer tocar um instrumento, aquele que apenas gosta de ouvir música e que pode vir a tocar um instrumento e aqueles especializados em qualidade, fissurados em aparelhos de som audiófilos (com a resultado de reprodução no topo tecnológico). A ideia é juntar essas pessoas aqui”, diz Euclides Marques. 
 
Algumas salas são reservadas para aulas de piano, violão de sete e seis, cavaco, clarinete, flauta, sax, percussão e canto, além de musicalização infantil e prática de conjunto. Um dos professores de violão é o próprio mestre dos sócios, Luizinho Sete Cordas, que catalogou e arquivou caprichosamente em um armário suas 1.100 partituras de choro para consulta dos alunos. 
 
Uma sala maior, para até 40 pessoas, será reservada para pequenas apresentações, que poderão ser gravadas, e audições especiais comentadas de discos de vinil, escolhidos de uma coleção particular de Euclides que conta com três mil títulos.  Euclides Marques, defensor das raízes também das mídias, acredita que há muitos músicos que não sabem ouvir música. E que o ato de ouvir um som pode ser limitado ou não dependendo de onde ele sai. “Não dá para aprender a ouvir música sem o contato com o analógico (vinil). Ele te dá características que o digital não proporciona.”
 
Sobrevoo 
 
Ao crescer em produção de forma intensa nos últimos anos – como aponta, por exemplo, aquantidade de CDs lançada por novos nomes – o choro cresce e suas fissuras aparecem. Não há um conflito de gerações nem guerra declarada de facções, mas suas extremidades têm posturas firmes e olhares ressabiados. O choro dos que defendem os traços saídos do esquadro de Pixinguinha se preocupam com a liberdade exagerada do improviso e com um eventual culto à agilidade esportiva dos instrumentistas. “Música é para ser ouvida, não vista. E há músicos mais preocupados em mostrar como suas mãos são rápidas”, diz Luizinho Sete Cordas. Por outro lado, o choro é uma música viva e, logo, aberta ao tempo de hoje. Ives o defende assim: “Manter a linguagem é fundamental, mas não podemos esquecer que o próprio Jacob do Bandolim promoveu mudanças importantes nas tradições do choro de seu tempo.” 
 
Espaço Uirapuru. R. Com. Paulo Prancato, 49. V. Mariana. 2639­.9065. 
Clube do Choro. Teatro Municipal Arthur Azevedo. Av. Paes de Barros, 955. Tel.: 2605­8007.

Fonte: Julio Mario em O Estado de S.Paulo.
 


Entre os dias 6 e 9 deste mês, a Fundação Bienal de São Paulo recebeu o '
Percussion Show', evento de cultura e negócios voltado para a bateria e a percussão. Durante os quatro dias, mais de 10 mil pessoas, entre bateristas profissionais, amantes da música, entusiastas, fabricantes e lojistas passaram por lá e conferiram uma extensa programação. Esta primeira edição do Percussion Show, projeto piloto da Bienal da Música, foi realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Secretaria do Verde e Meio Ambiente e SP Turis. A exposição no Lounge do Pavilhão da Bienal contou com a presença dos seguintes expositores: Pearl Drums, Latin Percussion, Evans, Pro Mark, Orion Cymbals, Odery Drums, Alesis, Paiste, Ludwig, Musser, Quasar, Aquarian, Gibraltar, Mapex, Liverpool, Meinl e Octagon. No evento se apresentaram grandes bateristas e percussionistas, e a baterista e educadora Lilian Carmona foi homenageada.
 
Foto: Karol Oliveira.
 
O evento foi hospedado no subsolo do pavilhão da Bienal, onde também há um auditório, o Anfiteatro do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, e no espaço do lounge foram montados os estandes das marcas. O espaço facilitou o acesso aos produtos e o contato com os consultores e representantes das marcas, tornando tudo mais pessoal.

As apresentações que ocorreram durante todo o evento trouxeram opções variadas de estilos e gêneros musicais. Alguns bateristas que se apresentaram com suas bandas, outros fizeram jam sessions, alguns usaram play along e outros se apresentaram solo. Ainda tiveram bandas, Batalha de Percussão, Encontro de Maracatus e o Bateras 100% Brasil reuniu mais de 150 bateristas. Paulo Campos, grande percussionista, ficou encarregado do encerramento do evento com o Círculo de Tambores.

Na quinta e na sexta-feiras aconteceram Mesas Redondas, restritas a fabricantes, importadores e lojistas. Foram discutidos aspectos comerciais referentes a produtos e estratégias. Para o próximo ano os organizadores esperam trazer também músicos e abrir o debate sobre mercado. Seria uma ótima oportunidade para que mais partes pudessem agregar com questionamentos, apontamentos, problematizando o mercado de forma mais ampla.
 
Mas o ponto alto do evento foi a homenagem à grande baterista e educadora Lilian Carmona. Lilian subiu ao palco para receber a homenagem muito emocionada, afirmando “ser difícil não chorar hoje!”. Logo após um breve discurso e o recebimento de um quadro em sua homenagem, Lilian se apresentou com os músicos Bruno alves (piano) e Rodrigo de Oliveira (contrabaixo), tocando temas próprios e releituras, como “Caravan”, mostrando como uma artista pode acumular uma vasta experiência e ao mesmo tempo tocar de forma moderna. Ao final, com a platéia pedindo bis, Bruno puxou no piano a famosa introdução de “you can leave your hat on”, de Joe Cocker. Lilian voltou à bateria, aceitando o desafio, e o trio executou a música em uma ótima pegada jazz funk.
 
Foto: Divulgação.
 
O segundo dia da Percussion Show começou apresentando como o universo da percussão pode ajudar muito no desenvolvimento do ser humano. Gerson Lima iniciou a apresentação tocando músicas do seu projeto instrumental “Alien Groove” e de artistas que acompanha. No final da apresentação chamou Paul Lafontaine ao palco, que apresentou seu projeto Alma de Batera, que ensina bateria a crianças com todos os tipos de deficiência, em que Gerson e outros vários bateristas deram aula, incluindo Cuca Teixeira e outros.

A emoção, aliás, foi o que tomou conta deste dia. A apresentação seguinte foi de Cláudio Infante, que respondendo diversos tipos de perguntas sobre gravações, artistas que acompanha e acompanhou, e suas visões sobre diversos assuntos do instrumento. Também tocou temas de seu álbum Multimídia, além de gravações que realizou de diversos estilos e até uma versão de “Blue Rondo à la Turk”, de Dave Brubeck, música que alterna compassos de 9/8 e 4/4.

Em seguida, com grande publico, entrou em cena Vera Figueiredo. Correspondendo à expectativa, Vera demonstrou muita simpatia em uma franca conversa com o público, respondendo sobre temas que vão desde sua sonoridade até a sempre recorrente pergunta sobre o preconceito contra mulheres musicistas no cenário nacional, da qual Vera não fugiu, respondendo que sempre teve foco em sua carreira, passando por cima do preconceito. Além de tocar faixas do seu famoso livro “Vera Cruz Island” (inclusice a homenagem à Dave Weckl – “Dave”) Vera também tocou com o excelente percussionista Júlio Cesar (professor de percussão do Instituto de Bateria Vera Figueiredo), demonstrando uma excelente interação entre a bateria e percussão. A apresentação terminou no melhor clima de carnaval, em que os dois demonstraram muita habilidade e suingue.
 
Foto: Divulgação.
 
No sábado, terceiro dia de evento, Edu Ribeiro fez uma apresentação impecável! Tocou samba, jazz, usou e abusou das vassourinhas na música “Café com Pão”, de João Donato. Acompanhado por Carlinhos Noronha (baixo) e Marcelo Jesuíno (guitarra), a apresentação foi sensacional, recheada de solos que exibiram sua técnica e musicalidade. Edu respondeu perguntas da platéia, sempre muito gentil e inteligente. Mas o ponto alto veio quando, ao falar de Carlos Bala, o próprio fez questão de correr até o palco e tomar o microfone para retribuir as palavras de Edu. Foi um momento marcante dentro de uma apresentação já tão marcante.

Depois de Edu, quem veio ao palco foi o baterista Ivan Busic, acompanhado de seu irmão, Andria. Eles, que anunciaram essa semana o fim da banda Dr. Sin, após 23 anos de carreira. Ivan foi hiper simpático, falou dos pratos que usa, fez algumas piadas e mostrou porque tem respeito no Rock’n’Roll: grooves pesados, bom uso do pedal duplo, compassos diferenciados mas muito musicais e um tremendo bom gosto. Ele tocou temas do Dr. Sin e contou curiosidades.

Depois foi a vez de Alexandre Cunha & Banda, com Eduardo Machado (baixo), Eduardo Gallian (guitarra), Ricardo Cren (teclado) e Jorge Cirilo (sax tenor e alto). Tocando canções dos seus discos, trouxe o que tem de melhor do seu brazilian fusion. Ótimas composições e arranjos, muito bem tocados. Além de ótimo músico, Cunha foi muito simpático e bem humorado com a platéia. Mostrou o domínio do instrumento e das difíceis composições tocadas pelo grupo. Vale destacar que seu trabalho vem ultrapassando as fronteiras do país desde 2010. Alexandre já tocou em festivais no Chile, China e Sérvia. Cunha voltaria ao palco no domingo com o Tambora3, com Guilherme Sanita e Zeca Vieira, realizando o show de estréia do projeto.

Carlos Bala foi o nome que assumiu o palco após o show de Cunha. Bala já causara frisson não só na apresentação do Edu Ribeiro, mas no próprio evento desde a hora em que chegou, onde foi abordado por muitos os músicos o tempo todo. No palco, Bala tocou com a banda do Alexandre Cunha em uma Jam Session que funcionou muito bem. Bala tocou baião, samba, funk e jazz. Em todas, sua personalidade musical ficou bastante evidente. Bateria bem timbrada, equilibrada, frases fortes, com muita presença, e seus grooves sensacionais recheados de ghost notes que o caracterizam. Bala respondeu algumas perguntas, sempre de forma bem humorada. Agradeceu algumas pessoas e fez questão de retribuir as palavras de Edu Ribeiro, falando dele e ressaltando algumas coisas que Edu gravou, mostrando que não só os mais velhos influenciam os mais novos. Carlos Bala é um desses músicos que inspiram não só pelo que gravou, mas pelo que é. Simples e genial, assim como é tocando. Sem dúvida uma grande presença para o evento.

O domingo começou com o grande e já conhecido Bateras 100% Brasil, no Parque em frente ao Museu Afro. Organizado por Dino Verdade, o evento juntou centenas de bateristas, tocando clássicos do rock, pop e jazz, comandos no palco por Xande Tamietti, Naná Aragão e André Jung. A presença inesperada de Aaron Spears, que está de passagem com suas clínicas no Brasil, levantou a galera.
 
Foto: Karol Oliveira.
 
Enquanto isso, no palco do auditório, as apresentações continuaram. Rick Batera abriu o dia, demonstrando os motivos pelos quais é considerado um dos construtores da bateria de samba, com suas levadas que fizeram parte de tantas gravações e criaram um som único dentro do universo do samba. Rick respondeu à algumas perguntas do público sobre sua forma de tocar e sonoridade, e lembrou 30 anos de carreira passando pelos principais grupos do samba paulista: Sensação, Art Popular, Os Travessos, Belo e Soweto, entre outros.

Em seguida se apresentaram Cuca Teixeira e Eduardo “Cubano” Espasande, mostrando toda musicalidade do seu projeto “Modern Latin Jazz”, acompanhados de Carlinhos Noronha (contrabaixo) e Yaniel Matos (piano). O aquecimento de Cuca Teixeira por si só já foi um solo tremendo, com aplausos do publico mesmo antes da apresentação começar. Uma maravilhosa apresentação do mundo latino da percussão e bateria. Muito bom!

Fechando a Percussion Show, e com grande expectativa, se apresentou Alexandre Aposan. Executando com destreza faixas do seu novo projeto Entre Novos Tambores e também do projeto 4action, demonstrou muita simpatia com o público, respondendo perguntas dos ávidos fãs.
 
Foto: Divulgação.
 
O evento se provou diferente ao formato das feiras atuais. Até por ser menor, é mais intimista e sugere mais espaço para eventos musicais. O Percussion Show deve ganhar força e se expandir para os próximos anos. Segundo Andre Jung, coordenador do Percussion Show, baterista e ex-integrante das bandas Ira! e Titãs: “Enquanto projeto piloto da Bienal da Música, que pretendemos realizar, o Percussion Show cumpriu seu papel com muito sucesso, mostrando a força da sinergia entre a cadeia produtiva da música e o poder público, para proporcionar cultura e gerar riqueza em torno dessa arte que tanto representa nossa nação mundo afora”.

Adriano Santos, gerente de marketing do Grupo Bex e um dos planejadores estratégicos do Percussino Show, comentou: “O mercado da música precisa dessas ações e muitas outras, em todas as suas variáveis, incluindo músicos, indústria, estúdios, área acadêmica, poder público e apaixonados. O Percussion Show vai crescer dentro da Bienal da Música. Não estamos falando de feira, mas de paixão, sentimento, desejo, e essa experiência é fundamental. Acredito muito em um divisor de águas positivo para o mercado e todos os players”.
 
Por Fernando Baggio, Nenê dos Santos e Thiago Sonho no Portal O Baterista.

O São Paulo São é apoiador oficial da iniciativa.