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No próximo dia 23, a Prefeitura de São Paulo vai inaugurar dois mirantes na região da avenida Paulista, centro da capital. O evento ocorre no mesmo domingo em que a avenida será fechada para os carros pela segunda vez –a primeira ocorreu no dia 28 de junho, durante inauguração de uma ciclovia na região. Os mirantes foram cedidos a empresários para obras de revitalização. Um deles, que fica em uma rua atrás do Masp, terá vista para a avenida Nove de Julho.

Em cada ponta do mirante será instalado um balcão de madeira. Em um deles vai funcionar um café. No outro, um restaurante. O empresário Facundo Guerra, dono do PanAm e do Riviera, é sócio do projeto ao lado do escritório MM18 Arquitetura, autor do plano.

Segundo a assessoria de Facundo, a data da inauguração, inicialmente prevista para o dia 16 de agosto, foi mudada para coincidir com o novo fechamento da Paulista. Por vários anos, esse espaço atrás do Masp serviu de dormitório para moradores de rua.

O outro mirante ficará na praça Marechal Cordeiro de Farias, conhecida como praça dos Arcos, também na região da Paulista. 

No local, haverá um bicicletário e um espaço de gastronomia. Segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), a ideia foi inaugurar os espaços no mesmo dia em que a avenida Paulista será fechada aos veículos pela segunda vez. 

A gestão petista trata esse evento como um segundo e talvez último teste, antes do provável anúncio de fechamento da avenida todos os domingos para lazer. "Vai ser um momento de expansão do projeto que a gente chama de parque Paulista", disse o prefeito, em entrevista à Folha. O fechamento da avenida vai ocorrer durante inauguração da ciclovia da av. Bernardino de Campos, que fará a ligação entre a Paulista e a rua Vergueiro, no Paraíso (zona sul).

 

Avenida e Túnel 9 de Julho. Arquivo / Folhapress.

O casarão Belvedere Trianon, local onde a elite se reunia para fazer eventos no começo do século 20, foi demolido para a construção do Masp, nos anos 1950. O espaço que restou —de mais de 400 m² sobre a avenida 9 de Julho e atrás do museu— está sendo recuperado para se tornar um novo ponto de encontro dos paulistanos. Concedido pela prefeitura a empresários para a revitalização, o local - cujo acesso é feito para quem vem da avenida Paulista pela rua Professor Otávio Mendes— está passando por uma grande reforma e vai se chamar Mirante 9 de Julho.

O empresário Facundo Guerra, dono do PanAm e do Riviera, é sócio ao lado do escritório MM18 Arquitetura, autor do projeto. A reforma, que prevê ainda a revitalização do entorno, se dará em três fases. A primeira vai recuperar a parte interna do mirante, de 230 m², a ser entregue em agosto.

Depois será a vez dos chafarizes da 9 de Julho. A última etapa é a construção de estrutura metálica com vidro em cima da laje do mirante, que funcionará como galeria. Só a primeira fase tem investimento dos sócios de R$ 840 mil, segundo o edital.

Dentro do salão do mirante serão instalados um balcão de madeira em cada ponta. Em um deles vai funcionar um café. No outro, um restaurante. Lira Yuri, que ao lado de Henrique Fogaça opera O Mercado - Feira Gastronômica, será a responsável por fazer um rodízio de chefs. "Vai ser uma cozinha volátil, com um chef por mês", afirma Facundo Guerra.

Um espelho será colocado na ponta do café de modo a refletir as colunas originais, dando a sensação de infinito. O miolo do salão vai permitir tanto uma exposição quanto uma festa. Antes da construção da galeria sobre a laje, haverá exibições de filme em um telão instalado abaixo do viaduto Professor Bernardino Tranchesi. A escadaria de acesso à laje vai funcionar como plateia.

A ideia de transformar um espaço esquecido pelos paulistanos em um centro cultural começou há dois anos.

"O local estava pintado de azul, vermelho e amarelo, tinha tapumes e casinhas dentro. Quinze pessoas moravam lá", conta o arquiteto Marcos Paulo Caldeira, da MM18.

Guerra explica que conheceu o mirante há dez anos. "É um espaço muito importante para a história da cidade e fica perto do maior cartão-postal. É como encontrar um lugar abandonado ao lado da torre Eiffel."

Para a inauguração, ainda falta iluminação e mobiliário. O interior está sendo feito pelo diretor de arte Frank Dezeuxis. Ele explica que a concepção não vai interferir na história do local.

"Usamos materiais naturais, como madeira, ferro, concreto e vidro, para que nada chame mais a atenção do que o lugar", explica Dezeuxis.

A curadoria do Mirante 9 de Julho ficará a cargo do produtor cultural Akin Bicudo, responsável, por exemplo, pelo coletivo Metanol FM. Ele conta que pretende "cruzar diferentes disciplinas" em um mesmo ambiente. "Juntar festa de rua com exposição e mostra de cinema."

Ele diz que pretende abrir o local para novas ideias. "Podemos fazer uma feira gastronômica, mas diferente da tradicional", diz Bicudo.

Como se trata de um espaço público, não será cobrado ingresso para entrar no local. Outras atividades, como workshops, podem ser cobradas. "A gente não quer colocar nenhum tipo de filtro que separe as pessoas."

Para a revitalização dos chafarizes, que fica embaixo, na avenida 9 Julho, será recuperado o projeto original, sem o jardim, só com calçadão e iluminação de LED. Caldeira diz que pretende criar um espaço para food trucks, por exemplo, para atrair as pessoas até lá. Uma faixa de vegetação poderá ser colocada próxima ao meio-fio, para diminuir o barulho dos veículos.

As fontes na avenida foram reformadas em 2006, pelo então prefeito José Serra (PSDB). Menos de três meses depois, elas já estavam deterioradas. Hoje, não funcionam.

Parceria

Em agosto de 2014, a prefeitura fez um chamamento público procurando interessados em participar do Termo de Cooperação, com propostas de parceria, execução e implantação de projetos de revitalização no viaduto Professor Bernardino Tranchesi e no entorno. Como contrapartida, foram exigidas melhorias urbana, ambiental e paisagística. A cessão é de 36 meses.

A Subprefeitura da Sé ressalta que houve cinco interessados e, dentre esses, esta foi escolhida como a melhor proposta para a cidade.

"Quando estiver pronto, daremos para a cidade um novo cartão-postal", afirma Alcides Amazonas, subprefeito da Sé. Ele diz ainda que está fazendo um levantamento para levar esta experiência a outros locais. Só na região central de São Paulo há 50 viadutos.

Amazonas disse à São Paulo que, "em momento de crise financeira", está fazendo parcerias com empresas para parklets, cuidados de canteiros etc. "Conversei com o prefeito [Fernando Haddad, PT] no ano passado, pois precisamos ampliar as parcerias para o espaço embaixo dos viadutos. Via de regra, são mal utilizados."

O arquiteto Marcos Paulo Caldeira e sua sócia, Mila Strauss, dizem que investem no projeto porque se interessam pela região central. "E para deixar uma marca nossa. Nosso escritório é aqui [Higienópolis] e moro na Paulista. A gente faz restauros há dez anos e quer devolver esse espaço para a cidade", diz Mila.

História

Parte remanescente da primeira fase de ocupação residencial da avenida Paulista, o Belvedere Trianon era o local onde a elite fazia eventos. Quando projetou a avenida, inaugurada em 1891, o engenheiro Joaquim Eugênio de Lima reservou um espaço mais ou menos na metade da avenida para um belvedere (mirante, em italiano).

O local tinha vista para o centro da cidade e para o vale do riacho Saracura, "onde mais tarde seria riscada a avenida 9 de Julho", segundo o historiador Roberto Pompeu de Toledo, no seu mais recente livro, "A Capital da Vertigem" (Objetiva, 584 pág.).

O arquiteto, historiador e professor da FAU-USP Benedito Lima de Toledo conta que, "quando o tempo estava bom", ia lá ver a cidade. "O terraço em forma de semicírculo era muito acolhedor", descreve.

Segundo levantamendo do DPH (Departamento do Patrimônio Histórico), o espaço começou a ser construído em 1912, a partir de projeto de Ramos de Azevedo, que também foi o responsável pela execução da obra.

A inauguração foi em 1916. Para a construção do Masp, ele foi demolido. "A condição era preservar a vista", relembra Toledo.

Depois de ficar 20 anos no auge, nos anos 1930 o Belvedere começou a ser abandonado, ficando sem conservação e manutenção.

Tatiana Babadobulus e redação Folha de S.Paulo.


No coração da Vila Madalena, Jongo Reverendo recorre à matriz africana para promover shows e atividades culturais.

Há um espaço em São Paulo onde o tambor bate mais forte e convida à celebração, à festa, ao congraçamento. O Jongo Reverendo, no coração da Vila Madalena, buscou na matriz africana a inspiração para se tornar uma casa que alia shows e atividades culturais.

No amplo espaço de 300 metros, cabe do jongo tradicional, remanescente quilombola, a espetáculos de samba, rap e forró. “Nosso universo é bem rico e temos muita coisa a trabalhar”, diz a empresária Adriana Carvalhaes. “Sempre fui ligada à cultura popular, sou publicitária, trabalhei no Bar Brahma, tive uma experiência na escola de samba Mangueira relacionada a projetos de marketing. Sou preta... (risos)”.

Adriana cresceu entre aulas de balé e piano, mas acabou por se encontrar nas origens, no trabalho com a matriz africana. No Jongo Reverendo, busca a diversidade. “Aqui na Vila Madalena temos uma demanda grande para um único público, pessoal voltado à economia criativa, da PUC e da USP. Mas também quero gente que consiga ver essa cultura afro, a celebração de tambores”, diz. A seguir, trechos da entrevista de Adriana a CartaCapital.

CartaCapital: Qual o modelo que Jongo Reverendo segue?

Adriana Carvalhaes: A casa surge dentro da matriz africana, com tudo o que se pode receber como legado no aspecto de cultura, música. Podemos falar que aqui cabe desde a apresentação de um jongo tradicional, que vive em Guaratinguetá, remanescente quilombola, até uma festa como a Pilantragi, de música brasileira, que atrai um público mais jovem, mais desligado da cultura popular. Dentro desse espectro vêm o forró, o rap, as rodas de samba. Nosso universo é rico e temos muita coisa a trabalhar.

CC: Que público a casa quer cativar?

AC: Queremos diversidade, não só as turmas de universitários. Buscamos pessoas que consigam ver que existe uma celebração de tambores, o que pode criar uma identificação positiva para congregar tudo o que temos de influência da matriz africana, tudo o que foi transformado aqui, como as aulas de capoeira. Assim como o forró e o jongo, queremos colocar luz nessa cultura ainda desconhecida. Nossa base forte é o samba, não há outra expressão de cultura popular tão conhecida. Em relação ao jongo, perdemos a tradição por ser passado de forma oral, difícil de disseminar. Quando fui estudar o assunto, vi que há três funções básicas, a sagrada, ritualística, com rezas para os orixás, outra ligada à maçonaria, com trocas de informação, daí haver tantos pontos de jongo enigmáticos, e a função em que me agarrei, a da diversão. O momento do batuque era o de alívio para os escravos. A hora de se expressar, cantar, congregar.

CC: Como é a programação do Jongo Reverendo?

AC: Às quintas estamos com a temporada do grupo Sambeto, com o projeto Vozes do Morro, em formato de show. Todo mundo dança muito. Às sextas entramos com formato variado, com base em roda de samba, Os Batuqueiros e Sua Gente. Na sequência, na sexta seguinte, entra Batuque Bantu, roda de samba com Ivisson Pessoa, uma pegada bem ancestral, com influências da nação bantu nagô. Na terceira sexta volta o Sambeto com o instrumental Na Boca do Povo, um projeto um pouco mais pop. A quarta sexta do mês deverá ter samba de quadra, de terreiro, com compositores. O sábado à tarde vamos trabalhar com o Samba da Feira, grupo da Zona Norte que faz samba há 12 anos e lota uma feira de lá. São 11 meninos na roda. No dia 2 de agosto, domingo, vamos estrear o projeto La Rumba no Jongo, do cubano Jorge Ceruto.

Ana Ferraz em Carta Capital. 


Uma das iniciativas selecionadas pelo Edital Redes e Ruas em 2014,  acaba de lançar um manual sobre como fazer ocupações regulares no espaço público, usando como guia as experiências e atividades realizadas pelo coletivo nos últimos 18 meses no Largo da Batata.

A Batata Precisa de Você foi uma das 35 iniciativas selecionadas na categoria C, para grupos / coletivos de pessoas físicas do Edital da Prefeitura de São Paulo.

O objetivo da publicação, além do registro das ações e dicas, é também para que ela cumpra a função de um guia sobre como fazer ocupações regulares no espaço público.

É de livre acesso para consulta de qualquer cidadão ou grupo que queira participar da transformação de sua cidade.

Aqui: http://goo.gl/gcAG6o

Fonte: A Batata Precisa de Você com Laura Sobral.


Acontecimento faz parte da 37ª Festa das Cerejeiras, que oconteceré neste fim de semana.“Cada vez que a noite escura desce, a canção das flores da cerejeira estremece em minha mente. Como as abordagens noturnas, a lua fica azul e ecoa no jogo da eternidade”. Eram essas as palavras que a flautista Lurdes Rizzo representava ao som da famosa música “Sakura, Sakura”, na 3ª edição do Hanami – Contemplando as Cerejeiras. O evento, que ocorreu na manhã dessa quarta, 29, acontece anualmente no Parque do Carmo.

A iniciativa do Programa Esporte Meio Ambiente, PEMA, tem como intenção apresentar ao público um pouco mais da história das cerejeiras e sua influência na cultura oriental. Estiveram presentes quatro clubes da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação: os CEs Juscelino Kubitschek, Butantã e Manchester, e o CDC Jardim Helena. Além deles, havia também representantes do MOPI – Movimento Pró-Idosos. Ao todo, participaram 200 pessoas e foram plantados 4000 pés de cerejeiras. No fim, todos os convidados podiam pegar uma muda de Lírio da Paz, doadas pelo próprio parque.

 

Foto: Leandro Olovics / PMSP.

O professor Minoru Furuya, idealizador do PEMA, acredita que o evento é importante para apresentar um pouco da cultura japonesa. “No Japão, depois da bandeira e do hino nacional, a cerejeira é o símbolo da nação”, explica ele. A florada das cerejeiras é tão importante que os trabalhadores ganham o dia de folga para acompanhar o nascer das flores, que dura entre uma semana e 10 dias, segundo Minoru. “A florada é como a vida. É curta, efêmera”, afirma o professor.

Misawo Usuba, 83, e Tatako Okamoto, 60, foram prestigiar as Sakuras (nome da árvore, em japonês). Ambos são do CE Butantã e já estiveram no Japão. Misawo, inclusive, nasceu em Onahama, mas veio ainda bebê para o Brasil, com menos de um ano de idade. “Vim para cá clandestinamente, porque não podia embarcar com 11 meses de vida”, conta ele. Ao voltar para o Japão, aos 50 anos de idade, diz ter ficado encantado quando viu a primeira cerejeira por lá e aproveita o evento para matar um pouco a saudade.

Tatako, brasileira de origem nipônica, também acredita que seja possível matar um pouco da saudade. Há 10 anos, ela viajou para a Terra do Sol Nascente a trabalho e morou lá por 4 anos e meio. “Sinto falta da civilização. As pessoas são mais educadas, principalmente no trânsito. Não sei se é porque sou do interior e estou mais acostumada com a calmaria”, brinca. Quando voltou para o Brasil, há 4 anos, diz que sentiu falta do Japão no começo. “Foi um pouco difícil, mas aos poucos me ‘abrasileirei’ novamente. Hoje, eu só voltaria ao país para passear. Dá saudade, mas aqui tem bastante Sakura e dá pra aliviar um pouco essa falta”, finaliza.

Guilherme Guidetti no Portal da Prefeitura.

Ps:  Caso você pretenda ir à festa, a SPtrans vai colocar à disposição uma nova linha de ônibus, especialmente para atender o público: http://goo.gl/hN91wy

 


Os amantes da gastronomia de rua da cidade de São Paulo terão uma nova opção, a partir deste sábado, dia 1º de agosto. 

Trata-se de um "food park" de 4.000 m². O empreendimento ficará ao lado da saída da estação Marechal Deodoro, que fica na rua Dr. Albuquerque Lins, no bairro Santa Cecília, região central. 

O espaço utilizará dez contêineres, onde estarão instalados inicialmente 16 estabelecimentos. Outros 14 negócios móveis funcionarão no local. O objetivo dos empreendedores é expandir para 40 opções gastronômicas, ao todo. O horário de atendimento será de 11h às 22h, sempre de terça-feira a domingo.

O investimento dos idealizadores foi de aproximadamente R$ 1,5 milhão. O ambiente é uma iniciativa das empresas KQI Produções e Contain [it]. A primeira delas também foi responsável pela criação do "Butantan Food Park", no bairro Butantã, zona oeste de São Paulo. 

O terreno usado para instalar o "food park" é de propriedade do Metrô de São Paulo, concedido ao consórcio RFM e sublocado aos organizadores do novo ambiente.

Inovação

Segundo os responsáveis pelo espaço, "além de ser o maior da América Latina, o Marechal será o primeiro em contêineres do país". 

De acordo com Maurício Schuartz, diretor da KQI Produções, a ideia foi criar "uma grande praça de alimentação moderna e urbana, a céu aberto, reunindo todo tipo de equipamentos. Estarão lá os food trucks, os food bikes [comida de rua vendida em bicicletas], os carrinhos, os trailers, as barracas".

Para Schuartz, uma vantagem da iniciativa "é fomentar novos negócios para pequenos empreendedores sem que eles tivessem a necessidade de comprar um food truck, necessariamente, fazer investimentos, da ordem de até R$ 300 mil, na compra de um equipamento para comida de rua". 

O custo para quem quiser montar um negócio no local varia de R$ 7 mil a R$ 10 mil por mês de aluguel, valor que varia de acordo com o tamanho do espaço locado e da frequência de uso. 

"Acreditamos que este projeto seja a evolução dos food parks nas cidades. Pelo fato de contarmos com um espaço maior, conseguimos segmentar as especialidades de cada empreendedor, trabalhando com a filosofia de uma economia compartilhada", defendeu Arthur Norgren, executivo da Contain [it], em comunicado.

Regulamentação da atividade

Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, já foram emitidos, até o mês de junho, 320 TPUs (Termos de Permissão de Uso) para comida de rua na cidade de São Paulo.

O maior número de permissões foi concedida para carrinhos ou tabuleiros, que totalizam 131. Já os chamados "food trucks" somam 109 permissões. As barracas desmontáveis tiveram 80 permissões.

Também de acordo com a secretaria, Pinheiros, Sé e Ipiranga são as regiões que mais possuem permissão para venda de comida de rua. A venda de bebidas alcoólicas, por outro lado, está proibida, salvo em eventos públicos ou privados com a autorização da subprefeitura.

Adriano Queiróz em colaboração para a Folha de S.Paulo.

 


Com o objetivo de promover a ampliação da oferta de espaços públicos de convivência na cidade, a Prefeitura de São Paulo regulamentou, em abril de 2014, a implantação de parklets em suas vias públicas.

Pouco mais de um ano de vigência do decreto a adesão à proposta foi positiva: 78 solicitações da iniciativa privada foram recebidas e 34 parklets implantados*. Ainda assim, com raras exceções, os parklets têm sido implantados nas regiões centrais da cidade, concentrando-se no Centro expandido. Com o objetivo de ampliar o alcance dessa política pública para as demais regiões da cidade, a Prefeitura de São Paulo promoverá a construção e implantação de 32 parklets públicos – um por subprefeitura do Município.

O desenvolvimento de espaços de convivência nas ruas reforça a função social do espaço da cidade como local de encontro. Apoiar a vida urbana na cidade, com foco nas necessidades das pessoas que utilizam os espaços é uma forma de promover interação social e conquistar espaços públicos mais seguros e vivos.

O parklet é também uma forma de apoiar os deslocamentos a pé e de bicicleta pela cidade. Nos lugares onde já se observa presença de pessoas, onde se realizam as atividades cotidianas e os deslocamentos diários, é fundamental ofertar oportunidades para permanência, incentivando as pessoas a participarem e acompanharem os acontecimentos da cidade.

Nesse sentido, a ampliação da política pública para todas as regiões da cidade com a implantação de parklets fortalece as demais centralidades e identidades locais.

Além de difundir a política dos parklets para outras regiões, a implantação em diversos bairros do município auxilia as equipes de cada Subprefeitura na identificação e aplicação dos critérios técnicos de implantação de parklets. Garante-se, assim, que todas as subprefeituras tenham contato e experiência com o procedimento necessário para a aprovação e viabilização de um parklet, podendo melhor atender as futuras demandas para instalações de parklets de outros proponentes.

O projeto desenvolvido consiste em um modelo típico de parklet a ser implantado nos locais indicados pelas Coordenadorias de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (CPDU) de cada Subprefeitura. A manutenção da estrutura ficará a cargo da Subprefeitura competente, que poderá lançar mão de parcerias com agentes do entorno – equipamentos públicos, comerciantes, entidades civis, entre outros.

Projeto

O projeto de Parklet proposto pelo município foi desenvolvido para implantação em duas vagas paralelas de estacionamento numa extensão de 10 metros e 2 metros de largura. Ao adotar materiais leves e reduzindo ao mínimo a presença de elementos verticais, a proposta busca uma inserção discreta na paisagem.

A plataforma possui apoios ajustáveis para alinhar-se às diferentes conformações de calçadas, com estrutura metálica e placas cimentícias, com encaixes contínuos e plenamente acessível. A estrutura preserva as condições de drenagem, não obstruindo o fluxo do escoamento de água.

Para garantir a segurança do pedestre, o parklet é protegido em todos os lados. Na extensão traseira, os fechamentos de aço e floreiras permitem a identificação de um equipamento que se destaca na paisagem, diferente do contexto usual em vagas de estacionamento. No sentido de fluxo de veículos, a lateral mais vulnerável é protegida por dois grandes vasos de concreto.

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Os materiais escolhidos permitem rápida execução e resistência às intemperes, além de priorizar as condições de conforto no espaço público. Os bancos possuem assentos e encosto em madeira. Alguns complementos metálicos integram o conjunto de mobiliário, como bancos e apoios para objetos.

A disposição espacial do mobiliário possibilita diferentes situações de estar: sozinho, em duplas ou grupos, ora com assentos agrupados e em “L”, ora com bancos lineares contínuos.

Como critério de escolha da localização de cada Parklet, foram priorizadas as vagas próximas à árvore e, portanto, sombreadas. Além disso, cada equipamento possui um ombrelone para proteção nos dias mais quentes.

Os Parklets Municipais poderão receber contribuições e intervenções da população: podem receber mobiliário portátil, como cadeiras e mesas dobráveis, acessórios, intervenções de arte urbana. Alguns acessórios permitem que o parklet seja usado espontaneamente por diferentes grupos, como suportes para coleiras de animais de estimação, lixeira, paraciclo, apoio para objetos pessoais.

Os equipamentos possuem floreiras para vegetação em toda extensão traseira e vasos nas laterais. Os dois grandes vasos em concreto contêm árvores de pequeno porte, que também contribuirão para sombra e melhoria do microclima no local. Nas floreiras laterais e internas, poderão ser plantadas espécies vegetais herbáceas, suculentas, folhagens e flores, que numa escala mais próxima qualificam visualmente os espaços.

Localização dos Parklets Municipais: critérios técnicos de escolha

Os locais de implantação indicados foram escolhidos conjuntamente entre a SP Urbanismo e as Subprefeituras municipais. Em reunião realizada na Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras (SMSP), a SP Urbanismo apresentou o programa a representantes de cada subprefeitura, em sua maioria chefes das Coordenadorias de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (CPDU). Na ocasião, foram apresentados os critérios técnicos e urbanísticos pertinentes à escolha dos endereços e solicitou-se a indicação de 3 locais por subprefeitura.

Os documentos encaminhados foram avaliados e os endereços definidos, conjuntamente, com participação das CPDUs e da SP Urbanismo.

Definidos os locais de implantação, obteve-se um conjunto bastante heterogêneo de contextos urbanos contemplados. Tal diversidade – condizente com a complexidade da Metrópole – é salutar, servindo de laboratório para a implantação futura de outros elementos de mobiliário urbano. Será possível avaliar como determinados contextos colaboram, ou não, com o sucesso das implantações.

Igualmente, foram definidos critérios urbanísticos para a escolha dos locais de implantação dos parklets. O local sugerido deveria atender ao maior número possível dos pontos listados.

A seguir, os critérios de implantação apresentados:

A. Calçadas movimentadas
Os Parklets são ampliações da calçada que oferecem oportunidades para os pedestres descansarem e passarem seu tempo livre. Quanto mais pessoas circularem no local, maior e melhor será sua contribuição para o dia-a-dia do bairro.

B. Centralidades comerciais
Em geral bastante movimentadas, ruas comerciais são bons lugares para a implantação de Parklets. Além de beneficiar os pedestres, muitos estudos apontam que os Parklets aquecem o comércio local. O Parklet deve ser projetado e sinalizado de forma que fique claro aos pedestres que é um local público e não uma extensão de um estabelecimento.

C. Em frente a um equipamento municipal
Tratando-se de um Parklet público, pode ser estratégico localizá-lo em frente a equipamentos municipais, facilitando sua manutenção. Muitos deles apresentam demanda por espaços de espera qualificados, como escolas, hospitais, postos de saúde etc.

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Fonte: Gestão Urbana SP.