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Comitês formados por munícipes voluntários de cada distrito poderão propor projetos, reformas, requalificações e intervenções nestes espaços públicos, bem como opinar acerca de programas já existentes.

A gestão das praças do município de São Paulo será agora realizada de forma compartilhada, prevendo não apenas a atuação do poder público, mas também a participação dos cidadãos na implantação, revitalização, requalificação, fiscalização, uso e conservação desses espaços. A medida, que tem como objetivo garantir a qualidade de praças e fortalecer o diálogo entre o poder público e a sociedade civil, foi estabelecida pela lei nº 16.212, já sancionada e publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo nesta quinta-feira (11)

Com a gestão participativa, a Prefeitura busca, entre outras coisas, a sustentabilidade do espaço urbano, a valorização do patrimônio ambiental, histórico, cultural e social das praças de São Paulo e a fruição desses espaços públicos pela comunidade, considerando as características do entorno e as necessidades dos próprios cidadãos. Entende-se por praça um espaço público urbano, ajardinado ou não, que propicie à população lazer, convivência e recreação, cumprindo uma função socioambiental. 

A lei recém-sancionada prevê a criação de comitês de usuários formados por iniciativa dos munícipes interessados em contribuir voluntariamente na gestão da praça, sendo constituído por, no mínimo, quatro moradores do entorno e usuários em geral. Entre as atribuições dos comitês estarão a proposição de projetos, reformas, requalificações e intervenções, além da busca por novas parcerias, bem como opinar sobre as já existentes.

O diálogo entre poder público e sociedade civil deverá considerar tanto o saber técnico, quanto o saber popular, bem como a vocação de cada praça - entendendo por isso suas características, singularidade, usos e possibilidades de uso, frequência e as características do entorno, que a tornam única e a diferenciam das demais praças.

Para dar efetividade a esta nova gestão, o diálogo com a comunidade deverá ser acompanhado pelo cadastro das praças da cidade, com a disseminação ampla e qualificada de informações e a garantia de transparência. Tal cadastro consistirá em uma listagem atualizada e georreferenciada das praças por distrito, com a indicação de nome, endereço, área, mobiliário e demais características. A elaboração do cadastro ficará a cargo da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, que terá um prazo de seis meses para disponibilizá-lo em seu site.

Orientação e educação ambiental

Caberá também à secretaria a elaboração de uma cartilha para a implantação, manutenção e reforma de praças, abordando questões como acessibilidade, porcentagem de área permeável, instalação de equipamentos e mobiliário urbano, orientação para hortas comunitárias orgânicas, entre outras, informando a quem cabe a responsabilidade pelos serviços públicos e estabelecendo parâmetros para os equipamentos e serviços. A concepção do documento será feita com participação da sociedade civil. Esta cartilha, que será utilizada para orientação das subprefeituras para informação dos munícipes e em programas de educação ambiental, deverá ser disponibilizada impressa e em meio digital no site da pasta. 

O Executivo deverá ainda criar e implantar, em conjunto com os munícipes e de acordo com o disposto na Política Municipal de Educação Ambiental, um programa de educação ambiental voltado à gestão participativa das praças, com a adoção de uma campanha de conscientização e estratégia de distribuição e capacitação para o uso educativo da cartilha, envolvendo escolas, equipamentos públicos e organizações da sociedade civil. 

Confira o texto completo da lei sancionada: http://goo.gl/wVZgRd

Fonte: Portal da Prefeitura. 

Ciclistas amadores trocam a balada e o conforto de casa para confraternizar e se divertir pedalando pela noite paulistana 'Largar o sofá e as bolachinhas'. É com humor que Mauro, um dos organizadores do Lokobikers, descreve o objetivo do grupo que escolheu o Parque das Bicicletas como ponto de encontro em busca de diversão em São Paulo.

A turma de ciclistas nasceu em abril de 2004, com poucas pessoas, e foi crescendo. Hoje, se reúne sete vezes por semana para passeios noturnos sobre duas rodas, em grupos que chegam a 50 pessoas por pedalada - o que resulta em cerca de 300 adeptos por semana. A escolha do local, em Moema, é pela localização e por ser destinado justamente aos ciclistas. Perto do Parque do Ibirapuera, tem atrativos a mais com relação ao outro espaço, bem mais afamado.

"Hoje o Parque das Bicicletas é considerado o Quartel Geral dos Lokobikers. É um lugar de fácil acesso, tem estacionamento, tem segurança e não é tão movimentado como o Ibirapuera", conta Mauro. Cada dia da semana tem uma proposta diferente de passeio, de acordo com o nível de condicionamento físico, interesse e habilidade dos participantes. A quarta-feira, por exemplo, é o melhor dia para os iniciantes. "A participação é totalmente livre, só basta chegar com a bike revisada, itens de segurança e vontade de se divertir pedalando pela cidade". O objetivo dos Lokobikers é, essencialmete, a diversão. "Sempre fazemos percursos diferentes, para não cair na monotonia e também por questão de segurança".

Além dos trajetos pelas ruas de São Paulo, o grupo organiza viagens e encontros, para aproveitar a natureza e confraternizar. Os Lokobikers evitam falar de questões política, como as implantações de ciclovias na cidade, e adotam uma filosofia mais leve. "Não somos ativistas. Queremos que as pessoas venham pedalar com a gente, se divertindo enquanto pedalam". A programação diária dos Lokobikers é atualizada na fanpage do grupo no Facebook, que já ultrapassa os 4 mil fãs.

Juliane Freitas - O Estado de S.Paulo.

 

Criada para refletir o espírito tipicamente paulistano de uma cidade que “nunca para”, a Virada Cultural é um evento promovido pela Prefeitura de São Paulo, com duração de 24 horas, que oferece atrações culturais para pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais, gostos e tribos, que ocupam, ao mesmo tempo, a mesma região da cidade.

Inspirada na “Nuit Blanche” francesa, que se baseia na inversão de expectativas — como por exemplo museus abrindo de madrugada–, em São Paulo, o evento traz programação diversa, distribuída por toda a cidade. A Virada Cultural busca, antes de tudo, promover a convivência em espaço público, convidando a população a se apropriar destes locais por meio da arte, da música, da dança, das manifestações populares.

Desde sua primeira edição, em 2005, a Virada Cultural atrai milhares de pessoas de todas as partes de São Paulo e do Brasil até a região central da cidade. Ao longo dos anos, a festa foi se difundindo cada vez mais por este perímetro, até recentemente incorporar a região da Luz, além da República e Anhangabaú.

A primeira edição ocorreu no mês de novembro, o que se mostrou uma escolha inadequada por conta da temporada de chuvas. Nos anos seguintes, o evento passou a ser realizado no primeiro semestre, entre os meses de abril e junho.

Além da rede municipal de equipamentos – incluindo os Centros Educacionais Unificados (CEUs) –, a organização da Virada Cultural conta com parceiros estratégicos como o SESC e o Governo do Estado, que aderem com seus equipamentos culturais descentralizados. O Metrô de São Paulo fica aberto durante as 24 horas do evento, garantindo a circulação das pessoas.

E confira a programação no site oficial da Virada - http://bit.ly/1e5xGIm

 

As regiões periféricas de São Paulo terão salas de cinema. De acordo com o secretário de Cultura, Nabil Bonduki, cinco delas serão instaladas em equipamentos públicos e outras 15 em CEUs (Centros Educacionais Unificados). Durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (27/5) pela Comissão de Finanças e Orçamento, o representante da pasta também sinalizou para a necessidade de uma reestruturação da secretaria.

“Essas salas permitirão a democratização do acesso ao cinema na cidade de São Paulo. Algumas delas serão em regiões que não têm nenhum cinema. A estrutura será de qualidade e terá uma programação nacional e também um circuito independente, ou seja, com programação diversificada”, explicou Bonduki. “Acredito que até o próximo ano a população estará utilizando as salas”, acrescentou.

Para o presidente do colegiado, vereador José Police Neto (PSD), a prefeitura poderia repensar os locais onde serão instalados os cinemas. “Os CEUs já têm uma gama intensa de atividades. Talvez poderia ter uma flexibilização maior, uma melhor distribuição, para não concorrer com os espaços dos teatros”, sugeriu.

Apesar de promover diversos eventos, Bonduki explicou que a Secretaria de Cultura precisa ser reestruturada. De acordo com ele, durante a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina (1989 a 1993), a pasta tinha três mil funcionários, agora tem a metade. “Seria necessário criar concurso e carreira para gestor cultural e agentes de cultura. Os investimentos nessa área são importantes, porque a juventude tem expectativa de apenas participar de eventos culturais, mas também de ajudar a promover. Ter uma agenda cultural é importante como parte do processo de formação da sociedade”, declarou.

Durante a audiência pública, os parlamentares e o secretário sinalizaram para a necessidade de a Câmara realizar uma audiência pública para debater o Projeto Funk SP – proposta implementada desde o início de abril pela prefeitura com o objetivo de que os ‘pancadões’ sejam realizados, mas com algumas regras para garantir a tranquilidade dos cidadãos que moram no entorno de onde os bailes são realizados.

“Acho que é importante acertar a forma e o horário do funk. Porque ele termina às 22h, o que acaba sendo um esquenta para o fluxo que acaba sendo realizado até de madrugada”, afirmou Police. O secretário de Cultura explicou que com o início do Projeto Funk SP houve uma redução dos fluxos nos bairros. “Me disponho a voltar aqui para aprofundarmos esses debate”, sinalizou Bonduki.

Por Kátia Kazedani - Câmara Municipal de São Paulo

 

Em sua sexta edição, a Mostra SP de Fotografia, toma conta das ruas da Vila Madalena com imagens de 81 fotógrafos de todo o Brasil. 

A partir de 11 de junho bares, galerias, lojas, restaurantes, ruas e muros estarão repletos de fotografias e ” até quadrilha vai ter”, garantem os organizadores Monica Maia e Fernando Costa Netto.

Trata-se da exposição “Quadrilha” , uma homenagem feita aos fotógrafos brasileiros para comemorar os três anos da DOC Galeria – um fotógrafo clicou o outro, formando uma corrente de 20 autores, entre eles Autumn, Bob Wolfenson, Roberta Dabdab, Cris Bierrenbach, João Wainer, Daniel Klajmic e Claudia Jaguaribe. 

Entre os 34 espaços expositivos espalhados pelo bairro, exposições como “Malditos Fios”, sob curadoria de Leão Serva e as convocatórias da Galeria Nikon e do Olhavê estarão entre os destaques desta edição. A Feira do Cavalete, que será inaugurada dia 27 de junho, permitirá um espaço de troca onde fotógrafos profissionais e amadores, editores e artistas independentes, produtores e representantes de galerias irão comercializar diversos itens que remontam ao universo fotográfico – publicações, fotozines, livros, fotos avulsas, etc. 

Destaques

Nair Benedicto mostra uma seleção bem peculiar na ImãFotoGaleria (Rua Fradique Coutinho,1239) com sua exposição FÉ MENINA. Nela, o curador Egberto Nogueira buscou, através da ideia do feminino e da fé, o poder que a mulher tem em si mesma e selecionou do seu precioso arquivo inúmeros momentos que sintetizam seu pensamento através de fortes imagens. Seleção imperdível!

Safra Nova 

Entre alguns dos novos talentos, teremos no Espaço Cult, o fotógrafo Rafael Roncato com a polêmica quadrinista Laerte, que posou nua para os retratos. Já a exposição do fotógrafo Antonio Emygdio apresenta cliques de haitianos recém-chegados à cidade. Alisson Louback soma à mostra com uma criação singular: o artista desenvolveu um projetor autossustentável que coleta energia durante o dia e funciona à noite. Ele irá transmitir suas projeções nas paredes do Beco do Batman, local conhecido pelos grafites a céu aberto. Entre 2008 e 2015, o fotógrafo e diretor de arte João Linneu percorreu São Paulo registrando janelas e fachadas de prédios, num trabalho que compreende mais de 2700 fotografias. Chamada Barril de Amontillado, esta série será exposta pela primeira vez nesta edição da Mostra. 

Mônica Zarattini, fotógrafa, em seu Blog no Estadão.

Programação completa

Site da DOC Galeria – Escritório de Fotografia – Rua Aspicuelta,662 Vila Madalena – São Paulo/SP: http://bit.ly/1QjwLF1


Você já ouviu falar do Capão Redondo, em São Paulo? Localizado a cerca de 18 quilômetros ao sudoeste do marco zero da cidade, o bairro por muito tempo só aparecia em manchetes devido a episódios de violência. Porém, há 14 anos um grupo de pessoas criou um evento que hoje é a principal referência para a literatura marginal brasileira.

Faça chuva ou faça sol, o Sarau da Cooperifa acontece toda semana. Costumava ser às quartas-feiras, mas agora mudou para as terças. Dezenas e às vezes até centenas de pessoas vão ao espaço que já se tornou tradicional: o Bar do Zé Batidão. Mais do que apenas um bar, o lugar é um ponto de referência cultural no extremo sul da cidade, pois abriga uma biblioteca e volta e meia também recebe sessões gratuitas de cinema em sua laje.

O sarau foi criado em 2001, a partir da iniciativa do poeta e agitador cultural Sérgio Vaz com alguns parceiros seus. De lá para cá, o objetivo se manteve sempre o mesmo: levar conhecimento literário para jovens da periferia como forma de ajudar a formar seu caráter cidadão.

Não há restrições para quem quer participar com sua poesia. Basta chegar, dar o nome e aguardar a vez. O único limite é para o tamanho da obra, que deve ter no máximo uma lauda. É uma medida democrática para que todos tenham vez no microfone. Outra regra de convivência respeitada é que as apresentações devem ser ouvidas em silêncio e aplaudidas no final.

Resistindo de forma independente ao longo dos anos, o projeto se tornou a principal porta de entrada para muitos tomarem gosto pela literatura. E inclusive já serviu de inspiração para a multiplicação de outras iniciativas semelhantes em regiões periféricas distintas, como por exemplo o Sarau da Brasa (na Brasilândia) e o Sarau de Paraisópolis.

Acompanhe as atividades do Sarau da Cooperifa por aqui.

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Por Daniel Boa Nova. Hypness.