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O secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que a cidade de São Paulo tem 383 blocos e cordões inscritos para o carnaval de rua de 2016. 

Segundo o secretário, são 110 grupos a mais em relação ao último carnaval, que recebeu 273 inscritos. O cadastramento para o carnaval de rua de 2016 teve início no dia 17 de novembro e se encerrou no domingo, 13 de dezembro.

Houve queda no número de interessados por desfile no centro expandido. No carnaval anterior, 76% dos grupos queriam se apresentar na região central da cidade. Agora, 71% manifestaram interesse.

Bonduki comemorou o número de blocos interessados em se apresentar além dos limites do centro expandido. Segundo ele, desta vez, 111 grupos propuseram apresentações em regiões mais periféricas da cidade, ante 64 do carnaval anterior.

Na região de Pinheiros, 73 blocos de rua apresentaram propostas.

Vila Madalena

Em 2016, o carnaval deve ser menor para evitar transtornos e aglomerações na Vila Madalena, na zona oeste da capital. Na edição deste ano, a Prefeitura precisou de apoio da Polícia Militar para conseguir liberar as vias e fazer a limpeza. Para dispersar o público, a PM usou bombas de efeito moral. Também houve atropelamentos e brigas, que terminaram com foliões esfaqueados.

No mês passado, o jornal O Estado de S.Paulo adiantou que, após um carnaval tumultuado na Vila Madalena, neste ano, que provocou críticas dos moradores da região e a queda do subprefeito de Pinheiros, a Prefeitura decidiu proibir o desfile de grandes blocos na Avenida Sumaré no carnaval de 2016 e reduzir o número de atrações no bairro.

A gestão Fernando Haddad (PT) pretende transferir os maiores shows, com demanda de trios elétricos, para a Avenida Pedro Álvares Cabral, no Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade.

Se houver acordo entre Prefeitura e organizadores dos blocos, as atrações maiores, que se apresentaram na Avenida Sumaré neste ano, poderão desfilar na região do Ibirapuera. "Os blocos querem ficar, em geral, mais próximos do centro expandido. Em função disso, eles estavam dialogando com a Subprefeitura da Vila Mariana a possibilidade de desfilar ali na Avenida Pedro Álvares Cabral", disse Bonduki.
 
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Fonte: Agência Estado.


 
O Teat(r)o Oficina foi eleito pelo "Observer", jornal dominical do "Guardian", como o melhor teatro do mundo por sua estrutura arquitetônica. 
 
O teatro, que fica na Bela Vista, no centro de São Paulo, foi projetado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi em 1984. 
 
Conhecido por sua estrutura horizontal, o prédio difere da distribuição clássica em círculo. Os espectadores se sentam ao alto, de frente para uma parede envidraçada de 150 m². 
 
O local foi "construído para servir às performances orgásticas do criador do teatro, Zé Celso, que disse que a ideia do plano aberto surgiu quando ele estava em uma viagem de ácido, fugindo da polícia, e acabou preso contra uma parede", explica o "Guardian".
 

Zé Celso, Ricardo Bittencourt (centro) e Edi Brown (direita) em 'Os Sertões', de 2002; a foto de Lenise Pinheiro faz parte do livro 'Teatro Oficina'.
 
 
Confira abaixo os demais teatros eleitos pelo "Guardian" por seus projetos arquitetônicos, em lista divulgada na última sexta-feira (11). 
 
2. Epidaurus (Grécia, projetado por Polykleitos no séc. 4 a.C.).
 
3. Grosses Schauspielhaus (Berlim, projetado por Hans Poelzig em 1919).
 
4. National Theatre (Londres, projetado por Denys Lasdun em 1976). 
 
5. Teatro Scientifico (Mantua, projetado por Antonio Bibiena em 1769). 
 
6. Hackney Empire (Londres, projetado por Frank Matcham em 1901). 
 
7. Metropol (Tarragona, projetado por Josep Maria Jujol em 1908). 
 
8. Teatro del Mondo (Veneza, projetado por Aldo Rossi em 1979). 
 
9. Český Krumlov (Cesky Krumlov, República Tcheca, projetado em 1682 e 1766). 
 
10. Radio City Music Hall (Nova York, projetado por Edward Durell Stone e Donald Deskey em 1932).
 
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Fonte: The GuardianFolha Ilustrada.
 


Nesse final de semana, São Paulo estava novamente em festa. Para sensibilizar os cidadãos sobre a necessidade de proteger o patrimônio e, ao mesmo tempo, mostrar que ele está vivo e que pode estar integrado ao cotidiano da cidade, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC), através do seu Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), promoveu a Jornada do Patrimônio

Inúmeras entidades e proprietários aceitaram o convite de abrir seus imóveis de interesse histórico para o público, incluindo visitas guiadas e roteiros que permitiram conhecer melhor a nossa história.

Para dar mais vida aos espaços e atrair um público leigo ainda não habituado a esse tipo de programa, foram agendados nesses edifícios inúmeros eventos artísticos – apresentações de música, teatro, cinema e dança, além de debates e palestras. A proposta se relaciona com a educação patrimonial, elemento essencial para massificar o interesse da população sobre esse tema. 
 
A Jornada marca o esforço que a SMC está fazendo para integrar o patrimônio na efervescente vida cultural da cidade, de modo articulado com o desenvolvimento urbano e econômico. Ao invés de ser visto como um obstáculo, a preservação da memória deve ser vista como um ativo, que gera oportunidades para os proprietários e um leque imenso de possibilidades de uso e fruição.
 
Dessa forma, avançamos na política de preservação, que hoje sensibiliza especialistas, movimentos urbanos e coletivos culturais, mas ainda está longe do grande público. 
 
O acelerado crescimento de São Paulo gerou a destruição de bens culturais relevantes, sob o argumento de que "era o preço do progresso". Privada de edifícios representativos, mirantes e paisagens, a cidade foi ficando sem memória e identidade, processo que a criação do Iphan e do tombamento, em nível nacional, em 1937, não conseguiu interromper.
 
Essa trajetória começou a ser alterada há 40 anos, em 1975, quando foi criado o DPH, no âmbito da política cultural do municipal, e realizado um grande inventário dos bens de interesse arquitetônico e urbano. Esses bens foram incluídos no zoneamento como uma nova "zona" (Z8/200), que passou a protegê- los do processo imobiliário. Em 1985, a lei nº 10.035 criou uma legislação municipal abrangente, com a instituição do Conpresp e do tombamento municipal. 
 
Com o Plano Diretor de 2002 ocorreu um grande avanço, pois a política patrimonial passou a se articular com o desenvolvimento urbano. Foram criadas as Zepec's para proteger edifícios, conjuntos urbanos, bairros e paisagens.

Esperamos que, em breve, possamos comemorar a criação de novos mecanismos para financiar a recuperação do nosso patrimônio. As Jornadas poderão contribuir para esse resultado.
 
Nabil Bonduki, professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, é secretário municipal de Cultura de São Paulo. Foi o relator do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal, aprovados em 2002 e 2014.
 
Nadia Somekh, professora titular do programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, é presidente do Conpresp - Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.

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Artigo publicado originalmente na sessão Tendências / Debates do jornal Folha de S.Paulo.
 

Quarenta e sete anos após aparecerem pela primeira vez na pinacoteca do Museu de Arte de São Paulo (MASP), os emblemáticos cavaletes de vidro projetados porLina Bo Bardi como expositores para algumas das pinturas mais valiosas produzidas do medievo ao moderno retornam em uma exposição no segundo pavimento do museu que abre suas portas na próxima quinta-feira, 11 de dezembro.


No dia 10 de dezembro, em que é comemorado o Dia do Palhaço, o Theatro Municipal de São Paulo abre suas portas para receber atrações circenses em comemoração à data e também em homenagem aos artistas de circo, com o espetáculo “As aventuras alucinadas do Circo Regino”.

Com direção de Rodolfo García Vazquez, diretor e fundador do Grupo Os Satyros, e roteiro de Hugo Possolo, diretor e fundador dos Parlapatões, o espetáculo traz uma série de números amarrada por um roteiro que conta a trajetória do artista Estevão Regino, primeiro circense a chegar no Brasil, junto com a família real, em 1808. A história de Estevão Regino marca o início das artes circenses no Brasil e a tradição de sua família fez com que o Circo Regino fosse um dos mais importantes circos itinerantes do país.

Participam desta noite convidados de circos atuantes da cidade de São Paulo, como o Palhaço Pepé Jardim e a contorcionista OdnooOyunbaatar do Circo Spacial e o número de liras do Circo Zanni. A programação também dá espaço para artistas contemporâneos como o artista de acrobacias em tecido, Ricardo Rodrigues, da Cia. Solas de Vento, o número de Báscula dos Irmãos Sabatino, a Percha de Viviane Rabello e os palhaços musicais do Circo Amarillo. Os destaques são a participação especial do palhaço alagoano Biribinha e o número internacional de barra fixa dos espanhóis Guga Carvalho e Sílvia Compte. Os números serão apresentados pela Palhaça Rubra e sua banda.

Enquanto isso, um grande número de palhaços faz a recepção do público. São aprendizes e artistas da SP Escola de Teatro, dirigidos por Caco Mattos. 

A Secretaria Municipal de Cultura realiza o evento em parceria com as entidades de artistas circenses: Cooperativa Brasileira de Circo e União Brasileira de Circos Itinerantes, Associação Brasileira de Circo e Associação Brasileira de Malabarismo e Circo. A 1ª edição do evento ocorreu em 26 de março de 2014, ocasião em que foi comemorado o Dia do Circo.

Números:Gordinho (tecido): Ricardo Rodrigues
Liras: Circo Zanni (Erica Stoppel, Lu Menin, Bel Mucci e Daniela Rocha)
Palhaço convidado especial: Biribinha (Teófanes Silveira)
Palhaços: Circo Amarillo (Pablo Nordio e Marcelo Lujan)
Barra fixa: Guga, o Rei da Acrobacia (Guga Carvalho e Sílvia Compte)
Pêndulo: Circo Stankowich (César Alves)
Báscula: Irmãos Sabatino
Percha: Viviane Rabelo e Alfredo Munoz
Contorção: Odnoo Oyunbaatar
Malabares de caixa: Pepé Jardim

Ficha Técnica:
Direção: Rodolfo Garcia Vazquez
Roteiro: Hugo Possolo
Apresentação: Rubra e Banda
Assistência de direção: Natália Presser
Direção do grupo dos Palhaços: Caco Mattos
Coordenação de produção: Cristiani Zonzini
Produção Executiva: Luiz Alex Tasso e Amanda Yamada
Coordenação Técnica: Pablo Nordio

Serviço
Theatro Municipal de São Paulo. 
Praça Ramos de Azevedo, s/nº. Centro. Dia 10/12, 5ª, às 20h. 
Os ingressos serão distribuídos duas horas antes do início do espetáculo, a partir das 18h (2 ingressos por pessoa). 
Livre. Grátis. 

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Fonte: Secretaria Municipal de Cultura.
 
 


Todo terceiro fim de semana de setembro, ao menos 30 países europeus abrem as portas de seus edifícios e casarões históricos.

A iniciativa, que por lá já se tornou tradição, é organizada há três décadas pelo Conselho da Europa e da União Europeia, organizações governamentais. Neste ano, por exemplo, a população foi convidada a conhecer melhor sua herança industrial com passeios por estradas de ferro, pontes e canais.

Experiência semelhante chega a São Paulo pela primeira vez no próximo fim de semana, nos dias 12 e 13 de dezembro, quando acontece a Jornada do Patrimônio.

"A ideia é fazer com que as pessoas se sensibilizem para a história e a memória de São Paulo", diz Nadia Somekh, diretora do DPH (Departamento do Patrimônio Histórico), que promove o evento em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.

Durante dois dias, os mais de 80 imóveis públicos e privados que participam da "festa do patrimônio", como classifica Somekh, ficam abertos para visitação, monitorada ou não.

Há, por exemplo, o castelinho da rua Apa, em Santa Cecília, o palacete Teresa Toledo Lara, no centro, e a Vila Itororó, na Bela Vista.

Outros, como o Ponto Chic do largo Paissandu e o prédio onde hoje funciona a Red Bull Station, são velhos conhecidos dos paulistanos -que nem sempre se dão conta do caráter histórico dos edifícios.

Além das construções, que em sua maioria datam do início do século passado, a programação quer que a população também se reencontre com a tradição cultural da cidade.

Para isso, reserva espaço para rodas de samba, peças de teatro, exposições e roteiros históricos.

Interior do bar Drosophyla, que funciona num casarão construído na década de 1920. Foto: Inês Bonduki.

História inventada

Em um antigo terreno de Dona Veridiana Prado, aristocrata e intelectual paulistana, ergueu-se, na década de 1920, um casarão com projeto atribuído a Adelardo Soares Caiuby - também responsável pela Curia Metropolitana de São Paulo.

A empresária Lilly Varella, 55, gosta de pensar que quem habitou o número 163 da Nestor Pestana foi a atriz chinesa Lili Wong e seu marido alemão, Hans. "Eles organizavam saraus, exposições, havia música. Queremos lembrar um pouco dessa 'belle époque'", diz, sobre a personagem fictícia que se tornou a nova cara do Drosophyla. Desde janeiro o bar funciona no casarão que permaneceu fechado durante 20 anos e é tombado pelo Conpresp.

"Quando entrei nessa casa, me apaixonei perdidamente", relembra ela, que levou três meses apenas para restaurar as pinturas originais do salão principal. "Aqui, revivemos nos dias de hoje os tempos de outrora."

Visitação: 13/12, das 11h às 17h.

 

Interior do Ponto Chic no Largo Paissandu que funciona num casarão de 1905. Foto: Jana Portela.

Tradição no centro.

Mais de cem anos desde a sua construção, o predinho em frente à igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no largo do Paissandu, conserva a pintura, as frisas e os balcões da fachada como se ainda fosse 1922.

Naquele ano, enquanto se desenrolava a Semana de Arte Moderna, o italiano Odilo Cecchini abria as portas de uma lanchonete despretensiosa, que tempos depois ficaria conhecida pelo mais tradicional sanduíche da cidade. Nos andares de cima, a famosa madame Fifi tocava o seu bordel.

"O Paissandu era onde tudo acontecia, um lugar nobre na época. E aí o pessoal apelidou o bar como Ponto Chic. Ficou", diz Rodrigo Alves, 37, que administra a rede de lanchonetes junto do pai e o avô.

No início do ano, eles repintaram a fachada da Paissandu nas cores originais, amarelo ovo e branco nas frisas, e planejam ainda iniciar uma reforma na parte interna. "A ideia é voltar ainda mais para a década de 1920."

Visitação: dias 12 e 13/12, das 11h às 20h

 

Fachada da Red Bull Station. Foto: Inês Bonduki.

Intervenção contemporânea 

Os cinco andares que hoje abrigam a sede da Red Bull Station, projeto de experimentação artística da marca de energéticos, já sediaram uma subestação da antiga Light.

Construído em 1926, entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, o prédio tinha a função de fornecer energia elétrica para o centro da cidade. Desde 2002, sua fachada é tombada pelo Conpresp, órgão municipal do patrimônio histórico, e não pode ser modificada. Mas quem transita pelos corredores enxerga nas estruturas originais e nas pinturas desgastadas esforços em lembrar os visitantes de que outras histórias já passaram por ali.

"Descascamos camadas de pinturas para conseguir chegar mesmo na essência do prédio", diz Carolina Bueno, uma das arquitetas responsáveis pelo projeto, do escritório Triptyque.

No processo de restauração, que levou oito meses, a equipe manteve o sistema de refrigeração original. "Há uma poética em trazer o prédio de volta à vida via água, fluido que circulava por ali todos os dias."

Visitação: dia 12/12, das 11h às 19h.

Alguns endereços:

1- Pinacoteca.
Praça da Luz, 2, Luz.

2 - Museu da Língua Portuguesa.
Praça do Monumento, s/nº, Ipiranga.

3 - Igreja de Nossa Sra. da Conceição de Santa Efigênia.
R. Santa Ifigênia, 30, Centro.

4 - Edifício Martinelli.
Av. São João, 35, Centro.

5 - Ponto Chic.
Largo do Paissandu, 27.

6 - Sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil.
R. Bento Freitas, 306, Centro.

7 - Sala do Conservatório.
Av. São João, 281, Centro.

8 - Centro Cultural dos Correios.
Vale do Anhangabaú, s/nº.

9 - Theatro Municipal
Av. São João, 281, Centro

10 - Red Bull Station
Praça da Bandeira, 37, Centro

11 - Centro Cultural Banco do Brasil
R. Álvares Penteado, 112, Sé

12 - Drosophyla.
R. Nestor Pestana, 163, Consolação.

13 - Palacete Teresa Toledo Lara.
R. Quintino Bocaiúva, 22, Sé.

14 - Casa da Imagem.
R. Roberto Simonsen, 136-B, Sé.

15 - Cama e Café.
R. Roberto Simonsen, 79, Sé.

16 - Casa Ranzini.
R. Santa Luzia, 31, Sé.

17 - Capela dos Aflitos.
R. dos Aflitos, 70, Sé.

18 - Teatro Oficina.
Rua Jaceguai, 520, Bela Vista.

Veja a programação completa no site do projeto!

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Amanda Massuela na Revista São Paulo.