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Quem quiser, de uma vez só, passear por um belíssimo complexo arquitetônico, conhecer a produção de artistas e estilistas de vanguarda, ouvir música brasileira da melhor qualidade (Calefação Tropicaos), dançar, ver homens tricotando, assistir a um desfile com inspiração punk e acompanhar o lançamento de uma coleção da Chilli Beans, já tem onde ir: ao Mercado Mundo Mix. O evento acontece na Praça das Artes (Avenida São João, 281), dias 17 e 18 de outubro, das 10h às 21h. E não paga nada para entrar.

Os visitantes do MMM encontrarão produtos de mais de 100 expositores variados que movimentam a economia criativa do país. São roupas (feminina, masculina, infantil e plus size), calçados, bijuterias, objetos de arte e decoração, acessórios para cabelo, cintos, bolsas, mochilas, carteiras em estandes, trucks ou fashion kombis.

Vale a pena ficar de olho – Conhece o artista-estilista Vicente Perrotta? Sua proposta é desconstruir o conceito de roupas binárias (feitas para homem ou para mulher) e contribuir com a reciclagem de materiais têxteis. “A minha ideia é produzir roupas não-binárias com materiais de descarte da indústria têxtil, tendo como resultado peças únicas que discutem estética, corpo, consumo e política”, declara Vicente. “

A Allezy, marca de streetwear, tem como principal diferencial suas estampas que vêm do grafite. “É isso mesmo, todas as nossas peças carregam obras de artes assinadas por grandes artistas urbanos, em uma perfeita união entre qualidade, arte e estilo”, explica a estilista Beatriz Cori, que também adianta que no evento será apresentada em primeira mão a coleção Spray Art.

A Coletivo de Dois, de Daniel Barranco e Hugo Mor, faz uma moda urbana contemporânea que foge das tendências. Os estilistas (que também modelam cortam e costuram) contam que fazem roupas que eles gostariam de usar. E que isso, aliado à mistura de referências, o processo criativo e a produção artesanal garantem o sucesso da marca..

Já a Senhor da Moda veio com a proposta de fazer parte do dia a dia do homem, agregar valor ao seu estilo de vida, e mostrar que acessórios não são apenas “decoração”, mas uma fonte de inspiração e representação do caráter masculino.

Desfile com inspiração Punk – Ao longo da história da moda, influências ideológicas, musicais e elementos de outras culturas, foram atribuídos subgêneros a ao estilo punk. E assim nasceram algumas vertentes como Skate Punk, Punk Rock, Glam Punk e Afro Punk, entre outras.

O desfile, que acontecerá no sábado (17), às 15 horas, mostrará a liberdade que o estilo traz ao trabalhar com composições e sobreposições de peças seguindo as tendências atuais. Todas as peças apresentadas estarão à venda no evento.

 

crédito Rafael Guirrocrédito Rafael GuirroPraça das Artes. Foto: Rafael Guirro.

 

Lançamento: Beatles, por Chilli Beans

Última coleção temática da Chilli Beans deste ano, Beatles será apresentada ao público no Mercado Mundo Mix. Composta por óculos, relógios e armações de grau, foi inspirada em três estágios do quarteto de Liverpool: início da carreira e histeria das fãs nos anos 50 e 60; período psicodélico; e a fase hippie e zen. Dessa história saíram produtos como o relógio com pulseira em couro, semelhante às alças das câmeras fotográficas usadas na época; e os óculos “Lucy in the Sky with Diamonds”, com a inscrição do nome da canção e cristais Swarovski. Os modelos chegam aos pontos de venda de todo país em 19/10.

Homem na Agulha: workshop de tricô e crochê

Quando alguém pensa nas técnicas de crochê e tricô, é possível que a primeira imagem que lhe venha à cabeça seja a de uma senhora com óculos na ponta do nariz, em uma cadeira de balanço, preocupada em executar um cachecol ou uma toalha de mesa. Mas ela não é mais a única

Thiago Rezende, artista plástico e criador do projeto Homem Na Agulha, uniu a tradição de uma técnica milenar à visão contemporânea de produzir algo sem barreira de gênero, e juntamente com Luis Cambuzano leva a experiência ao Mercado Mundo Mix. O workshop gratuito, voltado para homens que queiram aprender e/ou praticar crochê e tricô acontece no dia 17/10, das 16h às 19h, e o material (agulhas e linhas) será emprestado durante a aula

Tem música no Mercado Mundo Mix. E comidinhas também.

Quem vai embalar as boas compras e o papo de quem passar pela Praça das Artes? No sábado, como já é tradição, a responsabilidade fica por conta da Rádio MMM, sob o comando do DJ Will Robson e seus convidados.

Já no domingo a diversão está garantida com a Feira Calefação Tropicaos e seus ritmos do norte e nordeste do país, e vídeo mapping do VJ Manuhell Borges:

12h – DJ Carol Mali.
13h30 – DJ Julião Pimenta.
15h –DJ Pita Uchôa.
18h – DJ Tudo e sua gente de todo lugar.
19h – DJ Pita Uchôa.

No espaço Tropicaos ainda haverá diversos itens de moda e objetos de design, produzidos artesanalmente, e exposição de fotos.

E para que os visitantes não precisem sair da Praça das Artes, o Food Park Mundo Mix será montado mais uma vez. Tendas de alimentação oferecerão sanduíches, camarão, risoto, pasteis, acarajé, comida oriental, drinks, sorvetes artesanais, doces diversos e muito mais.

Festival de Hambúrguer, a novidade do Mercado Mundo Mix

Comprometido com o movimento de revitalização do centro de São Paulo e de sua transformação por meio da economia criativa, o Mercado Mundo Mix vai destacar, em cada edição, um setor da economia criativa. Em outubro, foi o de cervejas artesanais. Agora é a vez do hambúrguer, lanche tão a gosto do brasileiro..

O Mercado Mundo Mix, uma realização da ArtShine Promoções e Eventos, tem o apoio da Fundação Theatro Municipal e do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural.

Serviço

'Mercado Mundo Mix'
Entrada gratuita
Data: 17 e 18 de outubro
Horário: das 10h às 20h
Local: Praça das Artes
Endereço: Av. São João, 281 – Centro
Para saber mais aqui.

Sobre o Mercado Mundo Mix

Movimento de moda, arte e cultura urbana, nascido em 1994, o Mercado Mundo Mix, evento pioneiro do país no fomento à economia criativa, passou uma temporada de 10 anos em Portugal. Em novembro de 2014, voltou ao Brasil e desde então realizou sete edições no país – cinco em São Paulo (SP) e duas em Campinas (SP) – sempre com entrada gratuita.

Sobre a Praça das Artes

Premiado complexo arquitetônico que liga a Rua Conselheiro Crispiniano, a calçada da Avenida São João e o Vale do Anhangabaú, a Praça das Artes abriga as Escolas Municipais de Música e de Dança, e os grupos artísticos da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. Além de tudo isso, ainda engloba a histórica sala do Conservatório Dramático e Musical, construída em 1886. De acordo com o Diretor Geral da Fundação Theatro Municipal, José Luiz Herencia, “a população de São Paulo apropria-se cada vez mais do espaço público, e o Mercado Mundo Mix proporciona o encontro valioso do cidadão com a economia criativa e a com a cultura urbana”.

Natt Naville no Mistura Urbana.

 


A Biblioteca Mário de Andrade tem 90 anos de idade, ocupa um edifício que é patrimônio histórico da capital paulista e continua viva, firme e jovem. Com a energia da juventude, a novidade agora é que suas portas estarão abertas 24h, todos os dias. A iniciativa, que começa em outubro, vem de encontro ao público cada vez mais jovem. Cerca de 90% dos mais de 1,2 mil visitantes diários têm menos de 33 anos. A frequência desse público contribui para que o espaço bata o recorde de visitação a cada ano.

Segundo seus diretores, estima-se que 440 mil pessoas passem pela biblioteca até dezembro, um crescimento de 20% em relação a 2014, e 250% se comparado com 2013.

Entre os livros, os frequentadores buscam tranquilidade para estudar, ler ou usar o wi-fi gratuito, disponível desde agosto do ano passado. Com a mudança para período integral, a ideia é atrair ainda mais jovens. “Essa região possui vida cultural efervescente. Queremos fazer parte disso”, explica o diretor Luiz Armando Bagolin. 

Para garantir a segurança e atendimento, 15 funcionários serão contratados e o horário especial iniciará no dia 9 de outubro de forma gradativa. A previsão é que até o fim do ano, a biblioteca opere 24h por dia. Além das portas abertas full-time, uma série de eventos acontecerá. A primeira programação homenageará o cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975).

 
"Poéticos Eróticos – um sarau demasiado Pasolini”. Foto: Divulgação.
 

Na estreia (9/10), um “sarau erótico” será realizado no terraço a partir das 22h. Integrantes do grupo teatral Sensus deixarão todos arrepiados com sussurros de trechos picantes da obra do diretor no ouvido do público. Logo após, uma festa acontecerá até às 4h da manhã. Os organizadores já pretendem exibir filmes do diretor em outras noites.

Uma sala direcionada ao público infantil também está prevista para 2016 e um projeto de restaurante, que seria usado como bar durante a madrugada, já está em andamento. Para facilitar ainda mais o uso do espaço, a administração investe na digitalização de periódicos e automação dos empréstimos. Com acervo de mais de 360 mil livros e arquitetura art déco, a biblioteca foi reformada entre 2007 e 2010 e fica localizada na Rua da Consolação, 94.

Fonte: As Boas Novas

 

 
Audiências públicas ocorreram em 16 subprefeituras, mas cinco delas ainda não definiram endereços que serão abertos para pedestres e ciclistas; discussão continua.
 
A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras divulgou no fim da tarde da última segunda-feira, 28, o resultado de 14 audiências públicas realizadas nos bairros da capital para definir vias que, a exemplo da Avenida Paulista, serão fechadas para carros e abertas para pedestres nos fins de semana. 
 
Programa Rua Aberta

As ruas podem ser vistas aqui: https://goo.gl/1GcZe2
 
Em 5 das 14 audiências realizadas, não houve consenso entre os moradores sobre qual endereço deveria ser incluído no programa. Em Pinheiros, Freguesia do Ó/Brasilândia, Jaçanã/Tremembé, Mooca, Vila Prudente e Capela do Socorro, outras audiências serão marcadas. Com a escolha dessas nove novas ruas, já são 13 os endereços em que há definição pelo fechamento. 
 
Ao todo, até aqui, a cidade terá 13,75 quilômetros de vias fechadas aos domingos. As audiências públicas vão ocorrer até o dia 17 de outubro.
 
Fonte: Blog do Bruno Ribeiro.
 
 


Em comemoração aos seus 68 anos, o Masp (Museu de Arte de São Paulo) reverterá a idade em desconto. A partir desta sexta-feira (2), a instituição oferecerá seus ingressos a R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia-entrada) até a próxima quinta (8). 

A iniciativa é válida para a bilheteria física e online. A entrada continua gratuita às terças (o dia todo) e às quintas (17h-20h). O programa Amigo Masp também foi incluído na celebração: o desconto se repete, mas desta vez por apenas um dia –amanhã, a R$ 22,40 para estudantes e professores, R$ 32 para idosos, R$ 44,80 em passe individual e R$ 76,80 para a família (estes últimos para os não contemplados nos pacotes anteriores).
 
Inaugurado em 2 de outubro de 1947, o Masp foi idealizado pelo empresário e jornalista Assis Chateaubriand junto ao também jornalista e crítico de arte italiano Pietro Maria Bardi. 
 
Desenhos de Lina Bo Bardi para o MASP. Henrique Luz / Instituto Lina Bo e P.M. Bardi.
 

Lina Bo Bardi concebeu arquitetonicamente a atual sede do MASP. Para preservar a vista exigida para o centro da cidade era necessário ou uma edificação subterrânea ou uma suspensa. A arquiteta optou por ambas as alternativas, concebendo um bloco subterrâneo e um elevado, suspenso a oito metros do piso. A construção é considerada única pela sua peculiaridade: o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais, resultando em um vão livre de 74 metros, à época considerado o maior do mundo. A inovação foi viabilizada pelo trabalho do engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, que aplicou na obra a sua própria patente de concreto protendido.

O edifício, projetado em 1958, levou dez anos para ser concluído. As obras se estenderam ao longo dos mandatos de Ademar de Barros e Prestes Maia, sendo somente finalizadas durante a gestão de Faria Lima. A nova sede do MASP foi finalmente inaugurada em 8 de novembro de 1968, na presença do príncipe Filipe e da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, a quem coube o discurso de inauguração. Lina Bo coordenou a exposição de abertura, intitulada 'A mão do povo brasileiro', dedicada à cultura popular do país. A arquiteta inovou na forma de expor a coleção permanente, ao utilizar lâminas de cristal temperado amparados por blocos de concreto como suportes para as pinturas. 

 
A nova sede do MASP inaugurada em 8 de novembro de 1968 com a presença da Rainha Elizabeth II.
 
O Museu de Arte de São Paulo possui a maior e mais completa coleção de arte ocidental da América Latina e de todo Hemisfério Sul. O acervo do Museu tem obras de Rafael, Ticiano, Delacroix Renoir, Monet, Cézanne, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Gauguin e Modigliani, entre outros. 

Na semana passada, o museu renegociou uma dívida de dez anos – que já passava dos R$ 40 milhões – com a operadora Vivo. Com o acordo, que reduziu o valor para R$ 10 milhões, a telefônica torna-se patrocinadora do Masp e terá sua marca exposta em placas, no site e no material impresso da instituição.
 
Com informações da Folha de S.Paulo e Wikipedia.


A segunda etapa do Circuito Municipal de Cultural 2015, que começa nesta quinta-feira (1º) e seguirá até dezembro, levará mais de 1.500 atrações gratuitas para quase 150 locais em diferentes bairros da cidade de São Paulo.

A programação, apresentada em entrevista coletiva nesta quarta-feira (30), contará com shows musicais, peças teatrais, exibições de cinema, espetáculos de dança, apresentações circenses, infantis e atividades literárias para todas as idades e estilos. Confira a programação completa.

Uma das grandes demandas da cultura na cidade era a descentralização, que as atividades não aconteçam só no centro e que sejam o ano todo. Essa era a demanda dos coletivos de cultura há dois anos, e a realização do Circuito é a expressão de um projeto que vai ao encontro dessa demanda”, afirmou prefeito Fernando Haddad.

Além das apresentações em teatros, bibliotecas, pontos de leitura e centros culturais e também em oito parques municipais, como aconteceu na primeira etapa, as novidades serão as atividades nos 46 Centros Educacionais Unificados (CEUs) e cinco palcos externos que serão montados nos bairros, descentralizando a programação musical. As 17 casas de cultura também terão atrações do Circuito.

“É o maior circuito cultural que existe na cidade. À medida em que a gente vai organizando a programação, percebe que a ação da secretaria e da Prefeitura tem uma abrangência que nenhuma outra programação tem, seja pela cobertura territorial ou pela diversidade das atrações em suas várias linguagens”, disse o secretário municipal de Cultura, Nabil Bonduki.

A primeira semana do Circuito contará com shows de Chico César, Marcos Valle e Jerry Adriani. Além deles, Fafá de Belém, Elza Soares, Zeca Baleiro, Gabriel O Pensador e Eduardo Dussek também se apresentarão gratuitamente até o fim do ano. A programação de dança começa nesta quinta (1º), com o espetáculo “Sem conservantes”, na Sala Paissandu. Entre as atrações de teatro, está a peça “Folias Galileu”, da premiada companhia Folias d'Arte, que fará um circuito de apresentações em dez CEUs da cidade. 

Os fãs de histórias em quadrinhos poderão participar de oficinas em 22 espaços públicos que acontecerão até 19 de dezembro, com encerramento na Praça das Artes. Na Biblioteca Monteiro Lobato, no centro, segue a programação regular de cinema às terças-feiras. Entre os filmes que serão exibidos estão “O menino e o mundo”, de Ale Abreu, e “Zarafa” de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie. O circuito também contará com o lançamento de filmes paulistas inéditos que fazem parte do circuito da empresa pública de fomento do audiovisual, Spcine, entre eles, “Aqui deste lugar”, de Sérgio Machado.  

“A curadoria fez muita escuta local e ela [a programação] é reflexo do que a população de cada região estava pedindo”, afirmou a coordenadora de programação da Secretaria Municipal de Cultura, Gabriela Fontana.

No primeiro semestre deste ano, a Secretaria Municipal de Cultura investiu R$ 5,4 milhões em mais de 1.000 atividades culturais. Nesta segunda fase do programa, que seguirá até dezembro, são 1.500 atividades com um orçamento de R$ 7 milhões. O circuito foi ampliado após a primeira experiência no ano passado, que proporcionou um aumento de 42% do público nos equipamentos de cultura, com mais de 1.000 atrações que reuniram cerca de 1 milhão de pessoas ao longo de 2014.

“Hoje, o Circuito tem um investimento maior que o da Virada Cultural, que foi R$ 7 milhões, enquanto o investimento anual no Circuito vai ser de R$ 13 milhões, praticamente o dobro. Nada contra a Virada, mas o Circuito tem a vantagem de acontecer na cidade inteira e no ano todo. Isso facilita muito o acesso de quem não tem disposição de vir em um dia específico virar a noite no Centro”, disse o prefeito.

Infantil
Em parceria com o São Paulo Carinhosa, política municipal para a primeira infância, o Circuito Municipal de Cultura celebrará o Mês da Criança com diversas atividades, entre elas a “Viradinha”. Nos moldes da programação infantil realizada nas duas últimas edições da Virada Cultural, shows musicais, circo, oficinas e outras atividades com foco em vivência e ocupação dos espaços públicos chegarão a 18 bairros periféricos da cidade. Artistas como o grupo Pequeno Cidadão e a Cia. Pia Fraus estarão na programação que promete animar crianças e bebês.

A programação também fará referência aos 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os 80 anos da Educação Infantil em São Paulo. Cerca de 30% das atividades são voltadas ao público infantil, em especial, as crianças em maior situação de vulnerabilidade.

“A experiência tem sido muito interessante no sentido de que espaços que originalmente eram ocupados por uma programação adulta têm sido destinados a programação infantil. A Praça das Artes é um exemplo, e a gente tem conseguido, junto com a programação, montar atividades interativas, espaços com infraestrutura para famílias que estão com bebê e crianças de várias idades”, afirmou a coordenadora do São Paulo Carinhosa e primeira-dama, Ana Estela Haddad.

Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação.


O Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, em S.Paulo, foi totalmente refeito. Após mais de 10 anos, a obra entregue ficou muito diferente do projeto. Sem árvores, sem bancos, sem bicicletário, sem abrigo para os passageiros de ônibus, com blocos de concreto separando carros de pedestres. 

Apesar disso, um fenômeno interessantíssimo aconteceu: as pessoas da região começaram a demandar as melhorias, junto à subprefeitura e ao Grupo Gestor da Operação Urbana Faria Lima. Houve outros grupos que se organizaram em movimentos de ocupação da praça, com uma programação fixa e até construindo eles mesmos equipamentos no lugar dos que não foram entregues. Houve até quem plantasse árvores. O bicicletário foi construído, assim como dois abrigos de ônibus. 

O fato é que descobrimos que não existe um responsável no poder público a quem cobrar. O governo estadual constrói o metrô mas não se preocupa com a integração com a praça. A subprefeitura cuida da manutenção mas não manda no projeto. A Operação Urbana determina o uso da verba da venda dos CEPAC´s mas não está preocupada com a implantação. A CET, a SP Obras, etc etc. 

Mas também descobrimos que existem muitas pessoas a fim de se responsabilizarem. E elas estão lá, na praça! 

Este vídeo, (na trilha sonora, 'Choro Novo') feito pelo fotógrafo Mauricio Cremonini em agosto último, mostra os dois lados dessa história. Em um minuto, um fim de semana inteiro e suas cenas: – o movimento dos bares à noite. – o vazio da praça nas áreas que não tm sombra, nem banco. – os poucos que vem jogar ping-pong numa mesinha no canto direito da cena. – o fluxo incessante de carros ao redor da praça, inclusive na rua do meio, que foi motivo de discussão com a CET para a implantação de uma faixa de pedestres – e até um baile no sábado à noitinha, que junta um grupo grande de pessoas que vêm dançar forró. 

Essa é uma história que não se acabou. Nos próximos meses, vai começar a terceira fase das obras. O resultado não sabemos, mas dá para ter certeza de que vai ter gente conferindo, cobrando. 

A urbanidade em São Paulo está sendo resgatada, não por decreto, mas por demanda.

***
Mauro Calliari é administrador de empresas, mestre em urbanismo e consultor organizacional. 
*Este artigo foi publicado originalmente no Blog Caminhadas Urbanas em O Estado de S.Paulo.
 
 
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