O que você precisa saber para visitar a mostra dos pós-impressionistas no CCBB - São Paulo São


Você não pode viajar para a França? Então a França vem até você. Há duas exposições em cartaz em São Paulo com obras valiosas de museus de Paris: a mostra “O Triunfo da Cor“ que trás o pós-impressionismo com obras
do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie está no Centro Cultural Banco do Brasil até 7 de julho. A entrada é gratuita. A outra é “Picasso, Mão Erudita, Olho Selvagem“, no Instituto Tomie Ohtake com trabalhos do artista vindos do acervo do Museu Nacional Picasso de Paris. As duas são imperdíveis para que gosta de arte. Neste post vamos falar sobre a exposição do CCBB. 

Programe-se antes de ir

A primeira informação importante é que agora os agendamentos de visitação são feitos pelo aplicativo do Centro Cultural Banco do Brasil, com hora marcada, assim, adeus filas imensas e horas de espera. Tivemos o privilégio de ir durante a semana quando é bem mais tranquilo. Se possível, evite os finais de semana. O CCBB fica aberto até às 21h durante a semana, então, aproveite para ir depois do trabalho. Caso não tenha agendado e pense em ir no sábado ou no domingo, chegue cedo. 

Infelizmente não é possível fotografar dentro do espaço da exposição. Isso é permitido somente nos ambientes onde não há as obras. O CCBB oferece visitas guiadas com agendamento, mas infelizmente, elas já estão esgotadas até o final da mostra. Uma outra sugestão é baixar o aplicativo do CCBB que possibilita que se acompanhe através do áudio uma detalhada explicação sobre as várias obras expostas. 

Exposição "O Triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d'Orsay e do Musée de l'Orangerie".

Como é a exposição

Ao chegar, no térreo, uma linda surpresa: um cenário que reproduz o imponente Museu D´Orsay, que foi uma antiga estação ferroviária em Paris - quando for para aquela cidade, a visita é obrigatória pois só o prédio já vale a visita. O cenário muda de cor e também há apresentações de um grupo de atores de quarta a domingo às 13h30, que contam histórias de Gauguin acompanhados de muita música. 

Ao todo são 75 obras de 32 artistas que, a partir do fim do século XIX, buscaram novos caminhos para a pintura. Para fãs de Van Gogh como nós, não esperem ver muitos quadros dele, são poucos trabalhos, mas a exposição como um todo não decepciona. A mostra apresenta obras-primas de uma geração de artistas que sucede aos impressionistas, e que recebeu do crítico inglês Roger Fry, a designação de pós-impressionista. São obras de Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse, grandes mestres da pintura moderna, que promoveram uma verdadeira revolução estética por meio do uso da cor.

Femmes au puits ou Jeunes Provençales au Puits (Mulheres no Poço) de Paul Signac, 1892.

A exposição é dividida em quatro módulos. No primeiro, “a cor científica“, sobre a técnica neoimpressionista de aplicar na tela pontos justapostos de cores primárias. Dependendo da distância da obra é possível enxergar os detalhes e compor o desenho, o pontilhismo é uma explosão de cores e contrastes. 

Femmes de Tahiti (Mulheres do Taiti), de Paul Gauguin.

O módulo 2 o tema é “mistérios do pensamento, Gauguin e a escola de Pont-Aven“. Dedicada aos estudos de Paul Gauguin e Émile Bernard a partir de uma pintura sintética é marcada pela presença do desenho nos contornos e nas silhuetas, valendo-se de cores simbólicas.

O módulo 3 tem como tema “a ideologia estética“ do grupo de artistas que se definiu como profetas de uma arte nova e defendeu a origem espiritual da arte, fazendo uso da cor como um elemento transmissor dos estados de espírito. Entre os nabis, artistas como Maurice Denis, Vuillard, Maillol e Vallotton revelam uma paixão por temas da vida cotidiana e por uma dimensão misteriosa e sobrenatural que a cor confere a sua pintura.

A cor da liberdade é o quarto módulo composta por obras de Cézanne, que busca inspiração na Provence, e Paul Gauguin, que parte para o Taiti e se inspira na natureza tropical, além de obras de jovens artistas do início do século XX.

Podemos destacar também a sala onde as obras são projetadas em várias telas de vídeo causando uma sensação de imersão dentro dos quadros. Nesta parte é possível fotografar. Há também um vídeo que contextualiza a história do período em que é possível saber mais detalhes sobre a Paris daquela época. 

L'italienne (A italiana), 1887, de Vincent van Gogh (1853-1890). Foto: Divulgação.

Programas educativos

Além da mostra, é possível ainda participar de várias atividades gratuitas durante o horário de visitação da exposição como a Estação das Cores, atividade prática para percepção das cores, que acontece durante a semana às 11h e às 17h. Há também contação de histórias e atendimento em libras com agendamento prévio. 

Translado gratuito em São Paulo

É possível chegar ao CCBB de metrô: as estações São Bento e Sé são bem próximas. Para quem não está acostumado a andar de transporte público, uma van faz o translado gratuito entre o estacionamento e o CCBB. No trajeto de volta, parada no Metrô República. Embarque e desembarque: na Rua Santo Amaro, 272 e na Rua da Quitanda, próximo à entrada do CCBB. Estacionamento conveniado: Estapar, rua Santo Amaro, 272, R$ 15 por 5 horas. 

Serviço

“O Triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie“

Até 7 de julho.
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. Metro São Bento ou Sé.
De quarta-feira a segunda-feira, das 9h às 21h.
Agendamento online: opção de visitação com horário agendado pelo aplicativo “CCBB” (Apple Store e Google Play) e site bb.com.br/cultura, ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.
Atendimento a grupos agendados: (11) 3113.3649. Informações: (11) 3113-3651 / 3113 – 3652. Grátis. 

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Parceria de conteúdo do São Paulo São com o blog Passeios Baratos SP. Texto: Patrícia Ribeiro.