’36 Horas em São Paulo‘: as atrações da cidade nas dicas do The New York Times - São Paulo São

Avenida Paulista, uma das rotas mais movimentadas em São Paulo. Foto: Dado Galdieri / New York Times.Avenida Paulista, uma das rotas mais movimentadas em São Paulo. Foto: Dado Galdieri / New York Times.A coluna “36 Hours”, do jornal americano The New York Times, se popularizou por suas dicas de viagens para um fim de semana completo e muito imersivo em várias cidades pelo mundo. O colunista, reuniu uma série de sugestões para turistas estrangeiros passando 36 horas na capital paulista.

“Caoticamente refinada”, “verdejando concreto” e “gigante íntima” foram os adjetivos usados pelo jornalista Seth Kugel para descrever São Paulo. Segundo o colunista Seth Kugel, os turistas não se apaixonam pela cidade logo de cara, pois seus “tesouros” estão escondidos abaixo da superfície: gastronomia refinada, música brasileira diversificada e cena artística “exuberante”.

Os clientes podem pedir um café expresso e um pastel português na ultra tradicional Casa Mathilde. Foto: Dado Galdieri / New York Times.Os clientes podem pedir um café expresso e um pastel português na ultra tradicional Casa Mathilde. Foto: Dado Galdieri / New York Times.

Para começar seu roteiro de 36 horas, Sigel sugere um passeio pelo centro da cidade. Porém, alerta: “Anote seus destinos em um mapa de papel, pois os usuários de celulares atraem batedores habilidosos”.

Ainda assim, o New York Times recomenda que seus leitores relaxem e passeiem pelo Centro Cultural Banco do Brasil, Mosteiro de São Bento Sesc 24 de Maio, mas sem antes fazer uma parada na loja de doces portugueses Casa Mathilde.

Para a manhã de sábado, um passeio por uma autêntica feira de rua. Kugel indica experimentar os tradicionais pastéis, que define como “massas retangulares com opções quase infinitas de recheios fritas rapidamente no local”. Também recomenda uma volta pelas bancas de frutas e chama a atenção para o mamão, manga e jabuticaba.

Professores numa escola de dança ao ar livre, no centro da cidade, convidando os passantes para se juntar a eles. Foto: Dado Galdieri / New York Times.Professores numa escola de dança ao ar livre, no centro da cidade, convidando os passantes para se juntar a eles. Foto: Dado Galdieri / New York Times.

Conhecer os famosos grafites paulistas também está no roteio do jornal americano. Uma visita ao Beco do Batman e à Vila Madalena e um tour pelo Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo estão na programação.

Para começar o dia de domingo, o NYT recomenda um “café da manhã local” em uma “padoca”, onde para a verdadeira experiência paulista o jornal sugere comer um pão na chapa com pingado. Depois, o típico passeio pela Avenida Paulista fechada para carros, com passagens pelo MASPIMS Paulista Japan House.

Para uma experiência gastronômica completa, Kugel passa longe de churrascarias e feijoada, e propõem refeições no restaurante nordestino Fitó, na casa de carnes suínas A Casa do Porco e uma noite no bar e restaurante árabe Al Janiah.

Os tesouros da cidade estão logo abaixo da superfície: gastronomia refinada, música brasileira diversificada e cena artística sempre exuberante - By Seth Kugel 

“Caoticamente refinada, verdejando concreto, gigante íntima: a metrópole mais populosa da América do Sul era apenas uma cidade cafeeira média até meados do século 20, quando um afluxo de migrantes do nordeste desencadeou um surto de crescimento que não mostra sinais de parada.

Com os arranha-céus aparentemente infinitos quase bloqueando o sol (quando o famoso céu nublado não o faz primeiro), os visitantes nem sempre se lembram da cidade instantaneamente. Mas seus tesouros estão abaixo da superfície: gastronomia refinada, música brasileira diversificada e cena artística sempre exuberante, desde teatros alternativos até brilhantes novos museus.

E, embora os paulistanos sejam muitas vezes estereotipados como estressados e que trabalham demais, isso só é comparado com os outros brasileiros; em comparação com a maioria dos moradores de megacidades, eles são francamente descontraídos. Enquanto isso, há sempre mais para ver, como o fogo lento do progresso - ou é gentrificação? - recupera o centro histórico abandonado, quarteirão a quarteirão. Mas o centro da cidade ainda não é um paraíso hipster. É tão vibrante e culturalmente vivo como é corpulento e delinquente, o suficiente para que muitos moradores ricos rumem para áreas mais verdes e mais ricas da cidade. Os visitantes, é claro, podem aproveitar o melhor de ambos“.

***
Da Redação, com informações do The New York Times (artigo em inglês).

 



APOIE O SÃO PAULO SÃO

Ajude-nos a continuar publicando conteúdos relevantes e que fazem a diferença para a vida na cidade.
O São Paulo São é uma plataforma que produz conteúdo sobre o futuro de São Paulo e das cidades do mundo.

bt apoio