Prefeitura de São Paulo apresenta ao MP, projeto do Parque Augusta com ambientes de convivência e lazer - São Paulo São

Previsão é a de que o parque de 23 mil m² seja entregue em junho de 2020. Foto: Folhapress.Previsão é a de que o parque de 23 mil m² seja entregue em junho de 2020. Foto: Folhapress.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), apresentou na última sexta-feira (13) ao Ministério Público o projeto executivo do futuro Parque Augusta, na região Central. O espaço terá 23 mil m² e contará com cachorródromo, redário e academia para terceira idade. O projeto foi apresentado com dois meses de atraso. A previsão é a de que o espaço seja entregue em junho de 2020.

A obra da área verde do parque começou em outubro deste ano e encontra-se em fase preliminar. De acordo com o projeto, grande parte das árvores originais do terreno serão mantidas, algumas serão removidas e outras irão ser transplantadas para outros lugares do parque.

Pic-nic de manifestantes em prol do Parque no ano de 2015. Foto: Amauri Nehn / Folhapress.Pic-nic de manifestantes em prol do Parque no ano de 2015. Foto: Amauri Nehn / Folhapress.

O projeto prevê a construção de diversos ambientes de convivência no parque, como por exemplo, o redário onde serão instaladas várias redes para que as pessoas possam descansar, além disso, também será construído um deck elevado, um cachorródromo, um parque infantil, uma área de Slackline e uma academia para idosos.

De acordo com a Prefeitura, uma das principais preocupações é garantir a permeabilidade do solo, por isso, de acordo com a gestão municipal, caminhos só serão concretados se for extremamente necessário, como por exemplo, quando for para assegurar a acessibilidade. A maioria dos percursos serão de terra batida ou pedrisco, ambos materiais drenantes.

Ativistas desmontam acampamento no Parque Augusta durante reintegração de posse no Centro de São Paulo em 2017. Foto: Victor Moriyama/G1.Ativistas desmontam acampamento no Parque Augusta durante reintegração de posse no Centro de São Paulo em 2017. Foto: Victor Moriyama/G1.

De acordo com o projeto, o parque terá três entradas para o público. O portão 1 será o acesso principal para pedestres, ele leva para a sala expositiva, para o setor de informações, e para a academia de idosos. Já a Portaria 2 dará acesso às áreas verdes, cachorródromo, área de slackline e playground. Por fim, o Portão 3 dá acesso aos sanitários (públicos e destinados aos funcionários), arquibancada, deck elevado e espaços de apoio (vestiários, copa, depósitos, almoxarifado e administração). Os portões 4 e 5 são utilizados pelos funcionários.

As obras serão acompanhadas pelo Ministério Público e por representantes da sociedade civil.

Negociação

O terreno em que será construído o Parque Augusta pertencia as construtoras Setin e Cyrela que doaram o terreno à municipalidade. A escritura foi assinada em abril de 2019.

Para que a doação fosse realizada, a Prefeitura de São Paulo e as construtoras firmaram um acordo. Os termos da negociação previam a transferência do terreno por doação ao município em troca de quatro declarações de potencial construtivo passível de transferência -ou seja, as empresas poderão construir em outra área aquilo que chegou a ser autorizado para ser levantado no Parque Augusta.

Em novembro do ano passado, a Justiça extinguiu a última ação popular que impedia que o acordo para a criação do Parque Augusta fosse concluído e saísse do papel.

As construtoras irão gastar R$ 9,85 milhões com obras como a restauração da portaria e da edificação do antigo Colégio Des Oiseaux, que fica dentro do terreno, e a construção do Boulevard Gravataí -que liga o parque à Praça Roosevelt.

O Colégio Des Oiseaux foi um tradicional colégio feminino de São Paulo, inaugurado em 1907.. Foto: Acervo Estadão.O Colégio Des Oiseaux foi um tradicional colégio feminino de São Paulo, inaugurado em 1907.. Foto: Acervo Estadão.O dinheiro também será usado para a manutenção do parque por dois anos. A gestão municipal receberá R$ 88 milhões que foram pagos pelos bancos que movimentaram dinheiro desviado de obras públicas durante a gestão de Paulo Maluf.

O MP tinha determinado que o dinheiro fosse usado para a compra do parque ou construção de creches. Com o novo acordo, o montante será destinado à Secretaria Municipal de Educação para a construção de creches, CEUs e EMEIs.

***
Por Beatriz Borges, G1 / SP. Edição: São Paulo São.

 



APOIE O SÃO PAULO SÃO

Ajude-nos a continuar publicando conteúdos relevantes e que fazem a diferença para a vida na cidade.
O São Paulo São é uma plataforma que produz conteúdo sobre o futuro de São Paulo e das cidades do mundo.

bt apoio





 
 
APOIE O SÃO PAULO SÃO

Ajude-nos a continuar publicando conteúdos relevantes e que fazem a diferença para a vida na cidade.
O São Paulo São é uma plataforma que produz conteúdo sobre o futuro de São Paulo e das cidades do mundo.

bt apoio