Novas intervenções do ‘MAR’ – Museu de Arte de Rua ocupam espaços em várias regiões da cidade

Três eixos sustentam esta edição do MAR: implementação das intervenções; investimento em formação de professores e artistas para 2020; e incentivo ao mercado de arte urbana com parcerias público-privadas. Entre os destaques, está Giganto, da fotógrafa e artista visual Raquel Brust. Trata-se de uma intervenção urbana com fotografias gigantes, como o próprio nome diz, e que utiliza a arquitetura da cidade como suporte, interagindo com a paisagem e reagindo a ela. A obra está localizada sob o Minhocão e foi iniciada no dia 2 de dezembro.

Foto: Marcelo Pereira / SECOM.

Já o projeto #TarsilaInspira traz artistas mulheres colorindo o centro de São Paulo com obras criadas a partir do trabalho da artista plástica modernista Tarsila do Amaral. Desenvolvida por Luciana Branco, a obra conta com as artistas Simone Siss, Hanna Lucatelli, Mag Magrela, Katia Lombardo, Laura Guimarães e Crica Monteiro. Serão coloridos cinco arranha-céus no centro da cidade, em murais de dimensões gigantescas.

São Paulo em quadro de Tarsila do Amaral em sua fase Pau Brasil. Acervo da Pinacoteca do Estado.

O grafiteiro Mundano, que faz intervenções em carroças de catadores de materiais recicláveis, fará uma intervenção na Avenida Pacaembu questionando o desastre de Brumadinho. O ícone musical brasileiro João Gilberto, falecido em julho deste ano, ganha homenagem pelas mãos do artista plástico Speto, um dos principais nomes do grafite no Brasil, que integra a primeira geração de grafiteiros pós-ditadura militar. O estilo do artista é inspirado no cordel nordestino e na xilogravura. A homenagem será realizada na Avenida Mercúrio, próximo ao Mercadão.

Esboço de grafite sobre João Gilberto que artista Speto fará no Irã. Imagem: Arquivo Pessoal.

Com humor e irreverência, o grupo Os Tupys, que atua em São Paulo desde a década de 1980, irá pintar a lateral de um prédio no centro da cidade. O coletivo é formado por Carlos Delfino, Ciro Cozzolino e Zé Carratu. O Grupo Opni, por sua vez, homenageia Tebas, arquiteto negro que, após ser escravizado até os 58 anos de idade, consolidou-se como um dos maiores nomes da arquitetura brasileira do século 18.

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Com informações da Secretaria Municipal de Cultura. Edição: São Paulo São. 

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