Prefeitura de Belo Horizonte lança o ‘Projeto Profeta Gentileza‘ de incentivo à arte urbana

O objetivo é apoiar os artistas de rua, que poderão desenvolver seus trabalhos em espaços públicos e privados da cidade. Ainda em fevereiro, haverá uma reunião pública para discussão e debate sobre arte urbana e que contemplará as ações do Edital Profeta Gentileza, que será lançado em março.

Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira, “o projeto Profeta Gentileza é um reconhecimento ao grafite, uma das maiores expressões artísticas da rua, um fenômeno mundial. Ele estimula essa produção e reconhece nela um dos marcos fortes da nossa cultura e do nosso tempo”.

O projeto prevê um concurso de grafite. O vencedor irá realizar sua obra na antessala do gabinete do Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. Todos os selecionados, entre 50 e 80 artistas, receberão cachê, material e segurança para a produção dos painéis na capital. Já foi feito um mapeamento dos muros e demais locais que irão receber as pinturas, e o processo segue agora em fase de negociações e autorizações. Além dos painéis, haverá também uma programação de encontros e oficinas.

O Profeta Gentileza também irá envolver ações nos principais festivais culturais da cidade realizados pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, entre eles a Virada Cultural, Festival Literário Internacional – FLI, Festival Internacional de Quadrinhos – FIQ e o Festival de Arte Negra – FAN, que acontecem neste ano. A Escola Livre de Artes Arena da Cultura também terá participação importante no calendário.

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Com informações da Prefeitura de Belo Horizonte.


“Gentileza Gera Gentileza“

José Datrino, o “Profeta Gentileza” foi empresário, dono de uma transportadora, que largou tudo para perambular no Rio de Janeiro, vestindo uma túnica branca cheia de palavras positivas, distribuindo flores e mensagens para pessoas que passavam. Sua obra maior foi a pintura de 56 murais do viaduto Caju, que ele mantinha com mensagens sobre gentileza, natureza, amor, espiritualidade, males, capitalismo – contornadas pelo verde e amarelo da nossa bandeira.

Criou um grafismo próprio, como Univvverrsso, Amorrr, Conheser e várias outras, atribuindo significado mais amplo a essas palavras. Quando acusado de não saber escrever, ele se defendia “Eu que não sei escrever ou você que não sabe ler? Conheser é de conhecer o ser, conhecer a si mesmo”. Faleceu em 28 de Maio de 1996, em Mirandópolis-SP, aos 79 anos.

Após sua morte, as mensagens foram pichadas e posteriormente apagadas pela prefeitura com tinta cinza. Graças a iniciativa de um professor universitário, organizou-se um movimento de restauração e tombamento desses murais.

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