Projeto ‘Arco Pinheiros’ quer revitalizar Jaguaré e Vila Leopoldina na zona oeste de São Paulo

Após o fim da consulta, a gestão Bruno Covas (PSDB) quer definir as ações do projeto, submetê-lo a audiências públicas e enviá-lo para aprovação na Câmara Municipal no primeiro semestre de 2019. No mesmo período, também devem ser votados os PIUs Jurubatuba, Tietê e Tamanduateí, que também preveem o adensamento dos eixos fluvial e ferroviário da cidade,

“O Plano Diretor já direcionava esses locais como de maior capacidade de transformação e desenvolvimento imobiliário e econômico”, diz Leonardo Amaral Castro, diretor de desenvolvimento da empresa municipal São Paulo Urbanismo.

Na área do PIU Arco Pinheiros, estão previstas a construção de duas pontes e a criação de corredores de ônibus para conectar os dois lados do Rio Pinheiros, além da ampliação do circuito cicloviário, especialmente próximo de estações de trem, e de bulevares arborizados no eixo central de avenidas. “É uma forma de compactar o território, complementando os usos”, afirma Castro.

Dentre os sete pontos de adensamento preferencial estão o entorno das Avenidas Jaguaré e Gastão Vidigal, com a prioridade da construção de prédios residenciais de fachada ativa, isto é, com comércio e serviços no térreo. Segundo Castro, esse tipo de edificação incentiva o consumo local e evita deslocamentos mais longos para áreas centrais. Do total investido, 30% será direcionado a habitação de interesse social, espalhadas por nove áreas ainda em estudo pelo Município.

Mudança de perfil

“A dificuldade maior é que a cidade contornou aquela região”, explica Antonio Claudio Fonseca, professor de Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele aponta que a instalação de equipamentos de grande porte décadas atrás, como a Ceagesp e a Cidade Universitária, criaram “ilhas” na região, o que dificultou o adensamento.

O professor avalia que a área tem uma boa infraestrutura, especialmente pela proximidade com vias expressas e estações de trem. “O PIU vai colocar dentro da cidade uma área de muito valor, que está totalmente abandonada e descaracterizada. Até pouco tempo atrás não tinha nenhum projeto para lá.”

De acordo com ele, o perfil do novo morador deverá ser de classe média, semelhante ao das novas edificações da Vila Leopoldina. Fonseca, ressalta, contudo que os novos prédios devem estar conectados com a cidade, pois assim atrairão a circulação de moradores e a novos comércios. “O que precisa, na hora que tem adensamento, é impedir que se faça no esquema de condomínio fechado.”

Inovação

O novo eixo deve ser situado em duas áreas, em lados distintos do Rio Pinheiros. Imagem: Observa SP.

Com o PIU Arco Pinheiros, a Prefeitura de São Paulo pretende criar um polo de inovação no entorno dos bairros Jaguaré e Vila Leopoldina, na zona oeste. A ideia é potencializar a vocação científica e tecnológica da região, que conta com a Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Butantã e indústrias do ramo no Jaguaré. “Estamos iniciando contato com a USP, algumas propostas já estão sendo desenvolvidas”, diz Leonardo Amaral Castro, diretor de desenvolvimento da empresa municipal São Paulo Urbanismo.

O novo eixo deve ser situado em duas áreas, em lados distintos do Rio Pinheiros. Uma delas fica a oeste da Cidade Universitária, que tinha ocupação majoritariamente industrial até décadas atrás, com a presença hoje de galpões vazios ou ociosos. Ali, o Município quer incentivar a instalação de novas empresas até a proximidade da Avenida Politécnica, que poderia receber prédios de uso misto, com escritórios e domicílios estudantis.

Já o outro eixo se refere a parte do terreno da Ceagesp, que deve receber um Centro Internacional de Tecnologia e Inovação, em negociação com Estado e União. Um PIU específico para a área está em fase de prospecção e não tem data para sair. De acordo com Castro, o projeto precisa ser “amadurecido”, ainda mais com as possíveis trocas de gestão na União e no Governo do Estado.

Dentro do território do Arco Pinheiros há, ainda, o PIU Vila Leopoldina-Villa Lobos, que deverá ser enviada para a Câmara em até dois meses. 

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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