Startup conecta recicladores e marcas de bens de consumo

Estabelecida em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos serviu como estímulo para o estudante de administração Thiago Carvalho desenvolver a plataforma virtual em seu projeto acadêmico na universidade americana Kellogg School of Management.

O sistema, que tem 40 marcas de bens de consumo e 192 atores de reciclagem cadastrados, recebe informações sobre as atividades realizadas pelos recicladores. Em seguida, é feita uma auditoria sobre estes dados e verificação de sua validade.

Após esse processo, caso os dados sejam aprovados, a New Hope Ecotech emite e vende para as empresas os certificados de sustentabilidade, chamados de selos “eureciclo”, que podem comprovar seu comprometimento com o meio ambiente e a legislação.

Dessa forma, a receita proveniente destes certificados é redistribuída para os membros da cadeia de reciclagem brasileira. “Aumentamos a renda dos cooperados de 25% a 30%”, afirma Carvalho. De acordo com ele, a startup tem clientes como Ambev, Unilever, AlgarAgro, Organicos Direto da Serra.

A New Hope Ecotech, que está instalada em no Google Campus, em São Paulo, tem como meta para 2017 atingir o número de 310 recicladores e 50 marcas de bens de consumo cadastradas na plataforma. Não foi divulgado faturamento.

Lançada no começo de 2017, em Pernambuco, outra iniciativa pautada na sustentabilidade é o projeto Colec.te: uma lixeira tecnológica que separa os matérias descartados por meio de sensores e uma micro câmera. Criada por uma equipe de quatro pessoas, durante um evento de tecnologia e inovação, conhecido como Hackathon, o sistema utiliza inteligência artificial para identificar os resíduos e separá-los devidamente.

Com imagens de diversos materiais catalogadas em um banco de dados próprio, a câmera da lixeira analisa o formato, cor e tamanho do objeto. Simultaneamente, um processo similar ocorre com os sensores, porém, será examinado a cor, temperatura e condutividade elétrica do material.

Após isso, ambas ferramentas emitem uma resposta em 0,5 segundo e o objeto em questão é transferido por um motor interno para um compartimento adequado. Todo o processo acontece em menos de 1 segundo. A equipe da Colec.te, que ainda não colocou o produto no mercado, afirma que pretende instalar a lixeira em parques, shoppings e galerias.

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Por João Vicente Ribeiro no DCI.

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