Três anos após incêndio, reconstrução da área externa do Museu da Língua Portuguesa é concluída

Construída com quase noventa toneladas de madeira certificada da Amazônia, a nova estrutura do telhado é mais um dos elementos finalizados desta obra que custará, ao fim, cerca de R$ 60 milhões –  parte paga pelo seguro contra incêndio, e parte captada por meio da Lei Rouanet.

Além da cobertura, já foram concluídas as ações de restauração das fachadas e esquadrias; a ala oeste do Museu também já foi terminada.  

O projeto de restauro prevê também algumas alterações que garantirão que o novo museu esteja de acordo com as atualizações das normas de segurança. “Nós tivemos um maior rigor nas normas de segurança, equilibrando as duas questões, a preservação de um lado e a atualização da segurança de outro”, destacou o secretário da Cultura do Estado, Romildo de Pinho Campello.

No total, foram usados 67 m3 – o correspondente a 89.150kg – de madeira certificada proveniente da Amazônia, do tipo cumaru. Foto: Ana Mello / Divulgação.

“Ao entrar no novo Museu da Língua Portuguesa, o visitante o reconhecerá, mas, ao mesmo tempo, ele terá atualizações. Há um aprendizado do período, há uma evolução tecnológica e atualização de alguns conceitos. No museu anterior, o fato de a língua portuguesa ser falado em nove países do planeta era uma referência. Nesse novo museu, será um destaque, um ponto de aglutinação de todos os países que falam a língua”, disse o secretário.

Além da preservação, houve toda uma atualização das normas de segurança. Foto: Valeria Gonçalvez / Estadão.

Em setembro, será iniciada a obra do interior do prédio, destruído parcialmente por um incêndio em dezembro de 2015. De acordo com o governo do estado, o museu deverá ser reaberto ao público no fim do próximo ano – os planos de conclusão de toda a obra apontam para julho de 2019. O novo local de exposições seguirá o conceito anterior, mas terá algumas modificações.

Cobertura é colocada no último andar do prédio do Museu da Língua Portuguesa. Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo.

Assim como foi feito no novo Auditório Simón Bolívar, também destruído por um incêndio, o novo museu fará menção ao evento que destruiu parte de seu prédio. “Haverá, assim como há uma referência hoje no Memorial da América Latina, no Auditório Simón Bolívar. Para que a gente não perca de referência, para que nunca mais aconteça”, disse Campello.

A reconstrução do museu custará em torno de R$ 60 milhões, parte paga pelo seguro contra incêndio, e parte captada por meio da Lei Rouanet. Foto: Ana Lemos / Divulgação.

Parte do Memorial da América Latina, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em São Paulo, o Auditório Simón Bolívar foi atingido por um incêndio em 2013, permaneceu interditado durante quatro anos e foi reaberto em dezembro do ano passado, após passar por grande reforma.

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Da Redação, com informações da Secretaria Estadual de Cultura.

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