Tudo o que causa a gentrificação, de A a Z

Publicado no portal Caos Planejado, o artigo homônimo a esteexplora um alfabeto inteiro de aspectos que podem ser entendidos como causadores da gentrificação. De cafés e galerias à internet e smartphones, da presença de artistas à influência do mercado financeiro, do declínio da criminalidade à influência simbólica do High Line de Nova York, a lista inclui uma infinidade de causas para “apontar o dedo”.

Highline Park em Nova York, EUA. Foto: Cons. Maximus/Flickr,

Não obstante, o artigo deixa claro que “o jogo da culpa lança pouca luz sobre o que está realmente causando a gentrificação”, e tampouco ajuda a combater seus aspectos negativos. 

“O desafio destas mudanças urbanas que chamamos de gentrificação não é pará-las, mas descobrir maneiras de garantir que produzam benefícios, se não para todos, para uma ampla gama de residentes atuais e futuros. Para isso, temos que fazer mais do que reclamar a respeito dos sintomas da mudança e olhar afundo para entender suas causas, e desenvolver políticas para minimizar seus efeitos negativos”. – Joe Cortright.

Tudo o que causa a gentrificação, de A a Z

Quando coisas ruins acontecem, nós procuramos alguém para culpar. E quando se trata de gentrificação — definida genericamente como quando alguém diferente de você muda-se para o seu bairro —, não faltam alternativas. Compilamos uma longa — porém não exaustiva — lista de coisas que as pessoas têm culpado por causar a gentrificação.

Rua Catherine Street, conhecida como o coração da Gay Village de Montreal. Foto: Ted McGrath/Flickr.

Pode ser libertador apontar o dedo para culpar alguém ou alguma coisa mas, como a lista nos mostra, o jogo da culpa lança pouca luz sobre o que está realmente causando a gentrificação, e nenhuma sobre o que nós podemos fazer para minimizar seus efeitos negativos. Qualquer sintoma perceptível de mudança provavelmente alterará a maneira como o bairro é percebido por moradores e outros.

As cidades e os bairros que as constituem são estruturas sociais vivas — estão todas em um estado de transformação. Às vezes a mudança é imperceptivelmente lenta e, às vezes, quando novos prédios são construídos, ela pode ser rápida e evidente. Mas nenhuma vizinhança permanece a mesma. Mesmo lugares sem novas construções veem uma entrada e saída constante de residentes, estimulada em sua maioria pelo curso natural da vida das pessoas. É uma ilusão sugerir que qualquer bairro irá permanecer inalterado, especialmente bairros de baixa renda. Três em cada quatro bairros com alta taxa de pobreza que não tiveram redução nesses índices entre 1970 e 2010 não permaneceram  inalterados, eles perderam 40% da sua população nessas quatro décadas — e a pobreza concentrada e todas as suas mazelas cresceu e se espalhou.

O desafio destas mudanças urbanas que chamamos de gentrificação não é pará-las, mas descobrir maneiras de garantir que produzam benefícios, se não para todos, para uma ampla gama de residentes atuais e futuros. Para isso, temos que fazer mais do que reclamar a respeito dos sintomas da mudança e olhar afundo para entender suas causas, e desenvolver políticas para minimizar seus efeitos negativos.

Leia o artigo completo no Caos Planejado.

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Fonte: Arch Daily.

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