Virada Cultural continua no centro, diz futuro secretário de Cultura da cidade

Ele afirma que parte do evento seguirá ocorrendo inclusive no centro da cidade e que a Virada não será confinada em Interlagos, como aparentemente foi anunciado nesta segunda-feira (5) por Doria.

Num evento na Fecomércio, o prefeito eleito afirmou: “Vamos deslocar a Virada Cultural para um único local e não vai ser no centro da cidade. Vamos fazer a Virada Cultural acontecer em Interlagos, 24 horas, com segurança, com transporte, com conforto e sem os transtornos que, infelizmente, pela dimensão que ela assumiu ela proporciona. Ela vai manter tudo de bom que ela sempre teve, sem os aspectos ruins em Interlagos”.

Segundo Sturm, faltaram as explicações adicionais sobre como isso será feito.

A nova gestão pretenderia transferir apenas os megashows da Virada para Interlagos. Outras atividades culturais continuariam ocorrendo no centro.

“Em vez de oito ou dez megapalcos que atraem uma multidão que fica perambulando pelo centro, haverá grandes shows em Interlagos, com mais conforto, segurança, área de alimentação, banheiros e até área para dormir, se as pessoas quiserem”, diz ele. “Seria um palco para um show maior e outros dois palcos para outras bandas”.

“Eu mesmo já tinha falado com ele [Doria] que a Virada precisava ser descentralizada porque o centro não tem estrutura para um evento desse porte” segue Sturm.

“Todas as vezes, no dia seguinte, pegamos o jornal e lemos que houve assaltos, ocorrências, pessoas caídas nas ruas, causando transtorno para a vizinhança.”

Ele diz que a transferência dos megashows não será feita “para destruir nem confinar, e sim para ampliar, melhorar as condições desses grandes eventos”.

Para isso serão instaladas linhas de ônibus saindo de locais como o Paraíso, o terminal da Praça das Bandeiras e de Pinheiros.

Já no centro ocorrerão shows e manifestações de menor porte.

A ideia, segundo Sturm, é valorizar os equipamentos culturais da cidade, como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mario de Andrade, que ficariam abertos 24 horas e receberiam eventos.

“Queremos que as pessoas descubram esses equipamentos para que possam frequentá-los o ano inteiro. Uma biblioteca não precisa ser um depósito de livros. Vamos transformá-la em um lugar que as pessoas visitam porque lá acontecem coisas”, diz.

“Queremos transformá-los em mini-MIS”, diz ele, referindo-se ao Museu da Imagem e do Som, que hoje dirige e que atraiu um grande número de pessoas nos últimos anos por causa das exposições populares que abrigou, como uma sobre Silvio Santos que abre nesta semana.

Ele diz também que procurará equipamentos privados, como os teatros da Praça Roosevelt, para que eles se integrem à Virada.

“Nem todos caberiam nos equipamentos e teatros mas atividades ocorrerão também em ruas e praças”, afirma.

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Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.

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