Crise x oportunidade: apenas 16% das pessoas estão comprometidas com o trabalho nas empresas, diz pesquisa

Da Redação.

última edição da pesquisa realizada pela Great Place to Work (GPTW) do seletíssimo grupo das 135 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, mostrou que existe uma “epidemia de desengajamento” nas empresas. Segundo o levantamento, apenas 16% das pessoas estão realmente comprometidas com o trabalho que realizam, sendo que 68% dos jovens adultos veem seu emprego somente como uma forma de ganhar a vida, que não tem relação com a realização pessoal. 

Os dados da pesquisa indicam a necessidade de as empresas investirem em desenvolvimento de lideranças, cultura organizacional e comunicação interna. Foto: iStock.

Estimativas da GPTW indicam que a falta de engajamento representa prejuízos que chegam a US$ 7 trilhões em perda de produtividade. A consultoria revela, na pesquisa, que das 150 melhores empresas para se trabalhar, a média de turnover (rotatividade de funcionários) chega a 28%, enquanto a média do mercado atinge 56%. Em relação à saída espontânea de funcionários, nas empresas premiadas o índice é de 8%, enquanto nas demais empresas, a média chega a 48%. 

Com 11 anos de experiência na área administrativa, sendo sete deles como consultora de negócios, Karla Priscila Gois da Silva explica que os dados da pesquisa indicam a necessidade de as empresas investirem em desenvolvimento de lideranças, cultura organizacional e comunicação interna com o objetivo de melhorar o engajamento de suas equipes. Segundo ela, desenvolver uma equipe com alto engajamento significa formar um “dream team” (ou time dos sonhos), composto por profissionais de alta performance, com diferentes habilidades que se complementam e que buscam alcançar objetivos comuns.

“Equipes com essas características se desenvolvem em empresas com ambiente inovador, colaborativo e com metas definidas. Como resultado, essas equipes com alto desempenho geram maior lucratividade. Contudo, como é possível aplicar essas prioridades na formação de times de alto desempenho?”, questiona, acrescentando que uma das respostas é desenvolver uma “relação de ganha-ganha, que deve ser praticada diariamente utilizando estratégias de gestão de pessoas”. 

Para empresas que querem desenvolver equipes mais comprometidas, a consultora de negócios cita duas estratégias que podem apresentar resultados satisfatórios. “Uma é a alocação adequada de pessoal de acordo com as suas habilidades, o que pode aumentar em até três vezes a receita e duas vezes na margem de lucro, segundo a Boston Consulting Group (BCG). A outra é a gestão do desempenho supervisionado com comunicação regular, que pode proporcionar um retorno até 47% maior sobre o investimento, segundo a renomada consultoria Willis Toweres Watson. Essa medida contribui com o sentimento de valorização profissional”, explica Karla da Silva. 

Ela lembra que as estratégias de gestão de pessoas precisam ser orientadas e mensuradas pelos resultados operacionais e pelo clima organizacional. “E é responsabilidade das lideranças o desenvolvimento e manutenção de uma cultura organizacional sadia e que incentive em todos os colaboradores a buscar por evolução”, acrescenta. 

Investimento que gera resultado

As estratégias de gestão de pessoas precisam ser orientadas e mensuradas pelos resultados operacionais e pelo clima organizacional. Foto: Getty Images.

“A boa notícia”, segundo Ruy Shiozawa, CEO e Co-Fundador da Great People, “é que uma Nova Liderança está surgindo nas organizações e tomando a dianteira não apenas no debate, mas especialmente nas ações. São práticas simples e muitas vezes sem custo mas muito efetivas para reverter o quadro apresentado acima, criando ambientes de confiança, onde as pessoas estão de fato comprometidas pois consideram que suas empresas são muito mais do que “apenas um emprego“.

Ainda segundo a consultora de negócios Karla da Silva, ao investir em desenvolvimento de equipes de alto desempenho, as empresas podem obter resultados como senso de colaboração entre todos os colaboradores, uma vez que são pessoas autogerenciáveis e influenciadoras. Outro benefício é o aumento da competitividade por meio de uma visão de mercado estratégica e aguçada.

“Além disso, as empresas ganham com alto nível de engajamento e apropriação da cultura organizacional, possuem menos despesa com pessoal, isto é, baixo turnover. Uma vantagem adicional é o aumento dos lucros, uma vez que dream teams são especialistas que desejam sempre atingir a excelência de processos, produtos e serviços, gerando alta lucratividade e baixa despesa”, conclui.

Importante: para complementar as informações sobre este número, seguem duas informações adicionais:

1 – Os 16% vêm dos resultados da pesquisa nacional GPTW deste ano. A média do índice de confiança das 135 empresas premiadas este ano foi de 84 (em uma escala de zero a 100). Isso quer dizer que os 16 pontos percentuais restantes representam uma enorme oportunidade para ganhos de produtividade. Colaboradores identificados com os propósito e valores da empresa dão o melhor de si, trabalham em equipe e superam seus objetivos !

2 – Notem que os 16% referem-se ao gap de oportunidade para as empresas premiadas, ou seja, os melhores ambientes de trabalho do país. Conforme descrito no texto, nas demais empresas este gap transforma-se em um abismo, atingindo cifras entre 50 e 70%! Ou seja, de cada 3 pessoas, apenas 1 ou 2 estão de fato produzindo.

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Da Redação.

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