‘Consciência Cibernética (?)‘: exposição multimídia explora contato de máquinas com humanos

Com a mostra, que vai de 8 de junho a 6 de agosto, o Itaú Cultural retoma com o público a temática cibernética sob a linguagem artística. Essa área já havia sido abordada, de maneira pioneira, em seis edições da bienal Emoção Art.Ficial, realizadas até 2012, introduzindo essa produção na arte contemporânea.

Consciência Cibernética [?] ocupa três pisos (1, -1 e -2). No piso 1 estão Eden, de Jon McCormack (Austrália), Bion, de Adam Brown e Andrew H. Fagg (Estados Unidos), Fearful Symmetry, de Ruairi Glynn (Irlanda), e Odisseia, de Regina Silveira (Brasil).

Odisseia (2017), Regina Silveira (Brasil). Imagem: Divulgação.

Eden é um ecossistema artificial interativo e autossuficiente em que um mundo celular é povoado por uma coleção de criaturas virtuais em evolução. Elas interagem entre si e também com os visitantes. Bion é uma instalação interativa composta de centenas de formas de vida sintéticas, tridimensionais, brilhantes e falantes – chamadas bions.
Eden (2000-2010), de Jon McCormack (Austrália). Foto: Divulgação.

Em Fearful Symmetry uma luminária em forma de tetraedro desliza no ar para brincar com o público, precipitando-se para baixo e voltando a subir para se afastar quando muita gente se aproxima. Odisseia apresenta uma experiência estética em realidade virtual através dos famosos labirintos de Regina Silveira, desta vez definidos em 3D por um supercomputador do High Performance Computing Center (HLRS), na Alemanha.
Fearful Symmetry (2012), de Ruairi Glynn (Reino Unido). Foto: Simon Kennedy.No piso -1 encontram-se Meta-Google, de Pascal Dombis (França), Auto-Iris, de Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti (Brasil), e Neuro Mirror, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau (Áustria).

Auto-Iris (2017), de Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti (Brasil). Foto: Leonardo Crescenti.

Neuro Mirror (2017), de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau (Áustria). Foto: Divulgação.

Em Meta-Google, Pascal Dombis usa a busca do Google em seu processo criativo, colecionando milhares de imagens encontradas a partir da pesquisa da palavra google no próprio Google, em diferentes idiomas, durante anos e questionando a nossa relação com a big data – acesso a volumes cada vez maiores de informação. Auto-Iris apresenta um cinema com imagens fractais pulsantes geradas, em tempo real, através do mecanismo de controle de abertura de íris de câmeras.
Meta-Google (2017), de Pascal Dombis (França). Foto: Divulgação.Neuro Mirror (Christa Sommerer e Laurent Mignonneau) conta com três telas, dispostas como um tríptico, em que o visitante pode se ver. Uma mostra a imagem do participante em tempo real, outra revela sua imagem do passado, e a terceira representa o futuro, no qual as ações da pessoa se aproximam de suas ações passadas – as redes neurais são usadas para prever o futuro e explorar a autoimagem do participante.

Por fim, no piso -2, as obras exibidas são Café com os Santiagos, de Heloisa Candello, Claudio Pinhanez e Paulo Costa (Brasil) e apoio da IBM, Sonhos Urbanos, da equipe do Itaú Cultural com a ferramenta Google Deep Dream (Brasil), e Lifeless (Nano) Biomachines, de José Wagner Garcia e colaboradores (Brasil).
Lifeless (Nano) Biomachines (2017), de José Wagner Garcia e colaboradores (Brasil). Foto: Divulgação.Café com os Santiagos usa tecnologia de processamento de conversação natural do IBM Watson Development Cloud e sistemas de texto expressivo desenvolvidos no laboratório da IBM Research no Brasil para recriar diálogos extraídos do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis (1839-1908) – nela, os visitantes podem interagir com os personagens.

Em Sonhos Urbanos, a equipe do Itaú Cultural gravou um vídeo na Avenida Paulista, que depois foi processado pelo Google Deep Dream, ferramenta que identifica padrões e substitui figuras do vídeo por outras encontradas em seu vasto banco de imagens. Lifeless (Nano) Biomachines apresenta uma simulação em tempo real da programação de fibras biológicas através de nanomáquinas.
Sonhos Urbanos (2017), equipe Itaú Cultural e Google Deep Dream (Brasil). Foto: Divulgação.A exposição tem ainda recursos de acessibilidade para o público cego, de baixa visão e surdo. São disponibilizadas audiodescrições das dez obras da exposição, além dos mapas táteis e de recursos táteis de algumas das obras. O visitante encontra fones de ouvido em diversos pontos do espaço expositivo – indicados por paradas de alerta no percurso de visita acessível com piso podotátil –, nos quais são fornecidas todas as informações sobre as obras selecionadas.

Para o público surdo há videoguias que, produzidos pelo Núcleo de Educação e distribuídos no piso expositivo, oferecem ao público um roteiro com os conceitos discutidos em cada uma das obras da mostra.

No simpósio que acontece nos dois primeiros dias da exposição, artistas que integram a mostra discutem suas obras e seus processos de criação, contextualizados por apresentações de especialistas nas áreas de inteligência artificial e informação quântica. Saiba mais aqui.

Serviço

Consciência Cibernética (?)
Onde: Itaú Cultural.
Endereço: Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01311-000.
Pisos 1, -1 e -2.
De 8 de junho a 6 de agosto de 2017.
Terça a sexta 9h às 20h (permanência até as 20h30).
Sábado, domingo e feriado 11h às 20h.
Entrada gratuita.
Classificação indicativa: livre.

***
Com informações do Itaú Cultural.

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