Cityscoot, o novo ‘avatar’ do transporte elétrico em Paris

 
Paris tem seus carros elétricos (Autolib’), o seu ônibus elétrico e agora, tem o scooter elétrico compartilhado. As primeiras motos Cityscoot estão disponíveis para alugar na cidade, desde a última terça-feira, 21.
 
Depois de sete meses de testes em condições reais, uma frota de 150 scooters azul e branco da marca foram espalhados por uma grande área de 33 quilômetros quadrados no centro da capital e estão disponíveis para alugar. Mil desses pequenos dispositivos deverão ser empregados até março de 2017.
 
Ao contrário de sua irmã mais velha, a Autolib’, o Cityscoot não tem taxa por terminal fixo e não tem um ponto inicial específico. O usuário pode usar à vontade, “em praça pública autorizada”, diz a documentação do serviço.
 
Aplicativo permite a geocalização dos scooters disponíveis. Foto: Cityscoot.

Sem assinatura, sem preço mínimo

A equipe da Cityscoot, de seis pessoas no momento, é quem recarrega as baterias dos scooters. Um aplicativo de smartphone permite localizar os veículos disponíveis, visualizar sua autonomia e prever uma reserva em até dez minutos. O capacete, colocado sob o selim é ajustável à circunferência da cabeça e tem proteções descartáveis.

Sem assinatura, sem preço mínimo, mas um preço de 0,28 centavos de dólar por minuto. Um trajeto por Paris de trinta minutos custa 9 euros. E não é preciso bater recordes de velocidade: o Cityscoot, modelo feito na Alemanha, com potencia equivalente a um veículo de 50 cilindradas, tem velocidade máxima fixada em 45 KM por hora. E sua potencia enfraquece consideravelmente nas encostas de Montmartre ou de Buttes-Chaumont.

“Vamos dar especial atenção à segurança”, diz Christophe Najdovski, adjunto da EELV e responsável pelos transportes junto a Anne Hidalgo prefeita socialista de Paris. A cidade incentivou este projeto desde o seu lançamento há mais de um ano. Na ocasião, os moradores de Paris inventaram um forma de apoiá-lo mas sem fazer aportes. Nem um centavo de dinheiro público foi gasto pela cidade. Fundada pelo empresário Bertrand Fleurose, o Cityscoot é totalmente privada. O investimento de € 1 milhão foi financiado numa primeira rodada. Um segundo fundo para arrecadar mais recursos está em andamento. Se a iniciativa Cityscoot for comprovada, o projeto público Scootlib ‘, será bem sucedido.

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Fonte: Le Monde. O artigo original aqui.  

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