‘Lisboa Para Pessoas’ é exemplo de portal voltado para mobilidade, sustentabilidade e espaço público

Parque Urbano Gonçalo Ribeiro Telles em Lisboa. Foto: Câmara Municipal.

Por Rita Mota.

Durante os confinamentos, provocados pela pandemia, foram muitos os que pensaram com saudosismo nos agradáveis espaços verdes, nas ciclovias à beira-mar e nas caminhadas. A pandemia “trouxe à discussão os espaços públicos e a mobilidade” e foi nesse contexto que o lisboeta Mário Rui André se sentiu “impulsionado” a criar um site que reunisse “informação útil” para as pessoas “saberem como podem se mover na cidade”.

Ciclovia à beira mar na cidade do Porto. Foto: Paulo Pimenta.

Foi assim que surgiu o Lisboa Para Pessoas, que se dedica exclusivamente à informação relacionada com a mobilidade, inclusão e sustentabilidade na cidade. “O site quer acompanhar as ações da Prefeitura de Lisboa nas mudanças que se comprometeu a fazer para a cidade se tornar mais inclusiva”, explica Mário, de 29 anos. “Se a cidade vai mudar de forma tão pesada, acompanhar esta transição é aquilo que nos propomos fazer em termos de conteúdos e avaliações.”

Imagem: Reprodução.

Mário, que colabora com o Shifter (revista comunitária), fala na necessidade de organizar a informação dispersa e “descomplicar a linguagem”, destacando a importância de envolver a população nas transformações. “Eu diria que todos queremos uma cidade mais verde e inclusiva, mas é preciso que as entidades estejam envolvidas para que a visão seja aceite e se perceba.”

Ciclista utiliza uma bicicleta da rede de partilhadas Gira, em Lisboa. Foto: Mário Cruz / Lusa.

“Uma cidade deve permitir que as pessoas possam escolher a forma como se movem” e não forçá-las a uma determinada forma de mobilidade por ser mais “fácil”. “Não vamos culpar as pessoas que se deslocam pela cidade de carro para ir trabalhar porque as nossas políticas sempre promoveram essa opção”, explica.Ele diz que “Lisboa está num bom caminho” e acredita que um projeto de comunicação social como o Lisboa Para Pessoas “contribui para a mudança”, por dar uma “profundidade” ao tema que os outros órgãos de comunicação não conseguem dar.

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Fonte: Público.

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