Parada LGBT+ volta à Paulista e espera 5 milhões de participantes

Por Wesley Gonsalves.

Mais do que colocar uma foto de arco-íris nas redes sociais ou criar uma campanha para o mês da diversidade, as marcas que quiserem participar da 26.ª edição da Parada LGBT+ de São Paulo terão de mostrar o que fazem em favor do tema fora do mês de junho. 

Após dois anos sendo realizado virtualmente, o evento retorna à Avenida Paulista no próximo dia 19 – e com uma “fila de espera” de patrocinadores. Para uma das maiores paradas do orgulho LGBT+ no mundo, nomes como Amstel, Burger King, Mercado Livre, Jean Paul Gaultier e Vivo voltam à festa neste ano, liderando as principais ações de patrocínio. Mesmo às vésperas da comemoração, ainda há companhias tentado garantir presença no local.

Foliões participam da Parada do Orgulho Gay ao longo da Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Nacho Doce.

De acordo com a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a expectativa é atingir a marca de até 5 milhões de pessoas na avenida, movimentando cerca de R$ 260 milhões para a cidade. 

Segundo a organização, em quantidade de público e retorno econômico, o evento só fica atrás do carnaval.

Exigência

Se para algumas empresas a parceria foi renovada, em outros casos a chance de aparecer na Parada LGBT+ vai ficar para o ano que vem. 

Conforme apurou o Estadão, novatos que tentaram patrocinar esta edição foram orientadas a definir uma pauta mais abrangente em relação ao tema. 

O secretário da ONG, Diego Oliveira, explica que o critério de consistência em relação à pauta LGBT+ é tão importante quanto a capacidade de investimento do candidato a patrocinador. “Nós tentamos explicar para as marcas que elas não podem nos apoiar só no mês da diversidade”, diz. 

Organização da festa só permite a participação de marcas que tenham um trabalho sólido relacionado à causa; neste ano, alguns nomes foram rejeitados. Foto: Getty Images.

Para o secretário executivo do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, Reinaldo Bulgarelli, a participação espontânea dessas companhias no evento é um avanço. “No passado era impossível imaginar empresas apoiando a Parada. Essa mudança já é uma virada de chave das empresas”, avalia. 

Mesmo levando o público para a festa presencial, a celebração também acontecerá no mundo virtual. Essa será a tarefa da Vivo e do portal Terra, que ficarão responsáveis pela transmissão dos shows musicais e pela produção de conteúdo relacionado ao evento. “Nós queremos que as pessoas de todo o País possam participar do evento”, diz a diretora de marca e comunicação da Vivo Brasil, Marina Daineze. 

Estratégia

Após dois anos sendo realizado virtualmente, o evento retorna à Avenida Paulista no próximo dia 19. Foto: Miguel Schincariol.

Com o retorno da festa, a Amstel – parte do portfólio da cervejaria Heineken – viu na Parada o espaço para unir dois de seus pilares de comunicação: a celebração da diversidade e a presença em eventos de rua. 

Além de serem patrocinadores, as empresas têm a função de garantir a presença dos artistas na festa. Segundo a organização, a verba arrecadada das marcas cobre apenas custos de estrutura e divulgação – e, por isso, os shows ficam por conta das companhias. 

O Mercado Livre, que participa da Parada pela sexta vez, vê no evento a chance de se conectar com o consumidor mais jovem. “Nós queremos que essa participação crie relevância para a nossa marca com o público presente”, afirma diretora de marca do Mercado Livre, Thais Souza Nicolau.

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Fonte: Estadão.

 

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