Índia proíbe copos, pratos e talheres descartáveis na capital Nova Déli

 
A proibição do plástico havia sido decidida em dezembro de 2016 e é considerada um passo importante na batalha contra a poluição dos mares. A Índia está entre os quatro maiores poluidores plásticos do mundo.
 
Segundo especialistas, os países asiáticos são responsáveis por cerca de 60% dos 8,8 milhões de toneladas de plástico que são despejados nos oceanos por ano. Se as taxas atuais continuarem, a Ásia despejará 80% do plástico do mundo a uma taxa de 200 milhões de toneladas por ano até 2025.
 
A iniciativa na Índia se soma à cruzada pela diminuição do uso de plástico descartável em vários países. Em setembro, a França determinou o fim do uso de copos, pratos e talheres de plástico não reutilizáveis, como parte da política de transição de energia dentro de um plano de crescimento sustentável e de combate às mudanças climáticas. Foi o primeiro país a adotar a medida em âmbito nacional.
 
A lei passa a valer em 2020, para que indústria e comércio se adequem aos produtos que devem ser feitos de pelo menos 50% de material de origem vegetal e ser biodegradáveis.
 
No Reino Unido, está sendo estudada uma taxa de 10 a 20 centavos de libra para a devolução de garrafas plásticas, a fim de incentivar a reciclagem e não o abandono desses vasilhames no ambiente.
 
Também no Reino Unido, após uma campanha de mobilização que conseguiu mais de 155 mil assinaturas, a “Switchthestick”, os principais varejistas concordaram em, até o fim de 2017, mudar as hastes plásticas de alguns produtos, como cotonetes, por similares de papel ou de algum material biodegradável. Essas hastes plásticas atravessam os filtros de resíduos do sistema de esgoto e vão parar nos cursos dágua. Primeiro nos rios e depois no mar, onde vão se quebrando e virando os microplásticos que são comidos pelos peixes.
 
A campanha foi feita pelo 38 Degrees, organização que atua na formatação de petições, moções e outras formas de pressão e conscientização de direitos civis, e defesa da paz, do meio ambiente e da democracia.

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Por Mara Gama em sua coluna na Folha de S.Paulo.

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