Quer criar uma startup? A USP mostra o caminho em curso gratuito

O integrante do NEU Fernando Gherson explica que o curso apresenta casos que ajudam o aluno a entender realmente como começa uma startup. “Os usuários podem esperar aprender não apenas conteúdos teóricos, mas uma série de exemplos reais de como cada conteúdo foi importante para a startup convidada. O aluno sairá sabendo por onde começar seu negócio, como validar e testar sua ideia e como tomar decisões corretas para o desenvolvimento saudável do negócio”, afirma.

Gherson lembra que o curso é aberto a qualquer um que tenha interesse em empreender e desenvolver um negócio de base tecnológica. A única exigência é fazer a inscrição no site. Há diversas atividades práticas durante a formação, baseadas na metodologia de desenvolvimento de negócio, chamada de customer discovery, de Steve Blank. “O aluno deve pôr a mão na massa. Descobrir o que funciona, ou não, no seu negócio por meio da interação com o usuário. Focamos em fazer, sair do prédio, falar com seu usuário e sentir suas dores”, afirmou.

Um ponto que chama a atenção no curso é o método de avaliação: a cada aula há uma atividade a ser entregue relacionada ao tema e essas tarefas são analisadas por outros participantes, de forma que cada aluno avalia três trabalhos e será avaliado também por três outros participantes.

O professor André Leme Fleury, dos cursos de Engenharia de Produção da Escola Politécnica (Poli) e de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), ressaltou que os conceitos de empreendedorismo estão se espalhando mais no Brasil nos últimos tempos. “Nós estamos com uma indústria muito ferida, então é necessário que uma nova geração de empreendedores seja formada, para renovar o que nós temos em um contexto nacional”, explica.

Além disso, lembra, o modelo de empreendedorismo sofreu grandes mudanças nos últimos tempos. “Antes, o empreendedorismo estava ligado a um plano de negócios tradicional, em que primeiro monta-se um projeto altamente detalhado, depois procura-se fontes de dinheiro no mercado e, por fim, é feita a operação. O Vale do Silício subverteu essa lógica e, hoje, primeiro nós começamos operando, depois buscamos o dinheiro e, se for o caso, é montado um plano de negócio. É muito mais um processo de tentativa e erro”, complementa Fleury.  

O curso Criação de startups: como desenvolver negócios inovadores já está disponível na plataforma do Coursera e a cada duas semanas há um novo processo de inscrição.

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Por Lucas Almeida no Jornal da Usp.

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